JUSTIÇA REINTEGRA TRABALHADOR DEMITIDO POR NÃO ASSINAR ACORDO DE PLR

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Em 2009, um trabalha­dor da Araucária Nitrogena­dos, no Paraná, foi demitido por não aceitar a proposta da empresa de Participação nos Lucros e Resultados (PLR). Como as metas a serem cumpri­das pela propos­tas eram muito elevadas, con­sideradas ina­tingíveis pelos trabalhadores, houve rejeição em assembleia da categoria.

A decisão dos trabalha­dores foi seguida pela comis­são de negociação que não assinou o Acordo de PLR. Para fazer pressão pela acei­tação da proposta, a empre­sa demitiu um trabalhador membro da comissão.

O empregado entrou com uma ação na Justiça do Trabalho contra a Araucária Nitrogenados. Na decisão, a Justiça do Trabalho de Araucá­ria, considerou que a empresa agiu de forma discriminatória e antissindical. Com esse en­tendimento, a Justiça admitiu o pedido do trabalhador demi­tido de anulação da demissão e determinou a reintegração do mesmo ao emprego.

GARANTIR A ESTABILIDADE

As Comissões de PLR das empresas aqui do Polo, muitas vezes se veem impedidas de rejeitar uma proposta de PLR e consequentemente rejeitar o acordo, pelo receio de ame­aças e retaliações e até mes­mo eventual demissão, como a que ocorreu no Paraná.

Por isso um dos princípios do Sindicato para negociação de PLR é garantir estabilidade aos membros que represen­tam os trabalhadores na Comissão, no mínimo nas mes­mas condições dos cipeiros. Com isso os trabalhadores se sentiriam mais à vontade para fazer o debate sobre as propostas de PLR e decidir livremente sobre assinar ou não os acordos de PLR.

Só que as empresas não admitem a garantia de estabi­lidade aos trabalhadores. Por esse motivo, muitos dirigentes sindicais sentem-se obrigados, até mesmo por solicitação de muitos trabalhadores, a con­correr às eleições de escolha dos representantes dos traba­lhadores




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