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Innova tenta atravancar as negociações

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Muitas vezes a própria Braskem manifesta que não pode avançar na proposta porque ela não é a única a decidir nos processos de negociação. Já vivemos situações de dificuldades na mesa, inclusive de Acordo de Turno, quando tivemos fortes indícios de que a principal “atravancadora” para os avanços foi a Innova. Até então eram apenas indícios.

Mas na reunião de sexta-feira, 13, a partir da manifestação da representação da Innova na mesa, ficou evidente esta atitude da empresa. Pela sua  “contundência” deu para perceber que ela está tentando liderar um movimento de rebaixamento do Acordo de Turno.

Desde já deixamos claro que vamos fazer tudo o que tiver que ser feito para garantir a manutenção de todas as conquistas do acordo.

 

Petrobras tem que ser a referência

 

Durante muito tempo, se percebia a falta de uma identidade na gestão da Innova. As referências de gestão eram Copesul e Petroflex, basicamente pela composição de sua gerência e diretoria. Por um bom tempo, o viés de “gestão Petroflex” predominou. Mas agora vemos que um outro modelo gerencial quer dominar na empresa. Um modelo muito mais perverso, que o da Petroflex e até da Braskem, sistematicamente repudiado e condenado pelos trabalhadores.

É importante que a nova direção atente para este “viés”, e não deixe que esta lógica de gerenciamento avance na gestão da empresa. A Innova é Petrobras e a referência de gestão e de direitos dos trabalhadores tem que ser da estatal.

Na sexta-feira, dia 13, foi anunciado na Innova pelo presidente da Petroquisa, Paulo Cesar Amaro Aquino, que o atual superintendente da empresa irá para a REFAP e para substituí-lo assumirá a engenheira de carreira da Petrobras, Margareth Brunetti, que participou durante muito tempo  do Conselho de Administração da Copesul. Com esta nova diretoria, a expectativa dos trabalhadores da Innova é de que a gestão da empresa aponte para o perfil de gestão Petrobras.