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Greve dos trabalhadores terceirzados no polo

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Nesta quinta, 22, está completando três dias a greve dos 1500 trabalhadores da obra da planta de Butadieno da Braskem, no Polo Petroquímico do RS. Os trabalhadores paralisaram na obra na terça, dia 20, e aguardam uma posição da Construtora Norberto Odebrecht (CNO), responsável pela construção da planta.

Segundo o presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção Civil e do Mobiliário de Triunfo (Sindiconstrupolo), Júlio Cesar Selistre, que representa estes trabalhadores, eles não deverão retornar ao trabalho até que a CNO negocie as reivindicações da categoria.

Na pauta dos trabalhadores estão Cartão Alimentação de R$ 300,00, ajuda de custo para quem é de fora do Estado de R$ 420,00, pagamento de horas extras, plano de saúde sem carência e pagamento do prêmio de PLR  e de produtividade, que não vem sendo cumprido. Além disso, os trabalhadores querem o fim do assédio moral, da pressão e das ameaças feitas por parte das chefias da obra. O Sindiconstrupolo também denuncia a não emissão de Comunicações de Acidentes do Trabalho (CAT), casos de trabalhadores atuando na obra doentes e acidentados e  inúmeros problemas relacionadas às condições de trabalho. No total, os trabalhadores querem negociar 15 itens.

O movimento conta com o apoio e a participação dos Sindicatos dos Trabalhadores nas Indústrias Petroquímicas de Triunfo (Sindipolo), que representa os trabalhadores diretos do Polo e dos Metalúrgicos de Canoas e Nova Santa Rita, que também atua nas plantas petroquímicas.

Reuniões e nova assembleia

Os sindicatos tiveram reunião com a CNO na quarta, dia 21, mas a empresa não apresentou nenhuma proposta em relação às denúncias e reivindicações apresentadas. Ao ontrário, a empresa retrocedeu em alguns indicativos de avanço na negociação. Uma nova reunião está sendo aguardada pelos sindicatos para acontecer ainda hoje (22) e também já está agendada uma reunião para sexta, dia 23.

Os trabalhadores realizam uma nova assembleia nesta sexta, 23, às 7h, no Polo Petroquímico para avaliar o movimento com a participação dos três Sindicatos. Caso a construtora não se manifeste, a decisão da categoria poderá ser de continuidade da greve até uma posição da CNO sobre as reivindicações apresentadas. Se a empresa continuar com a sua intransigência em não querer avançar na negociação a greve se estenderá por tempo indeterminado.




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