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GREVE DOS TRABALHADORES TERCEIRIZADOS

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Na segunda, 26, depois de quatro dias de greve, os trabalhadores da planta de butadieno da Braskem, realizada pela Construtora Norberto Odebrecht (CNO) retornaram ao trabalho. Os trabalhadores buscavam, entre outros itens, cartão alimentação de R$ 300,00, também ajuda de custo para quem é de fora do Estado de R$ 420,00, pagamento de horas extras, plano de saúde sem carência, pagamento do prêmio e PLR, fim do assédio moral e abono dos dias de greve.

Proposta rejeitada

Na sexta, dia 23, os trabalhadores rejeitaram a proposta da CNO apresen-tada dia 22, de Cartão Alimentação de R$ 250,00,  abono de um dia da greve e compromisso com o encaminhamento das demais questões, assim como decidiram pela continuidade da greve. Mas, na mesma assembleia, foi aprovada uma contraproposta. Deliberaram que só voltariam ao trabalho se a empresa elevasse o Cartão Alimentação para R$ 300,00, e abono dos quatro dias da greve.

Em reunião ainda na sexta-feira a CNO concordou em abonar os quatro dias da greve e pagar os R$ 50,00 a mais no Cartão Alimentação, no final de maio, retroativo a 1º de março, condicionado a conclusão da obra. Com esta proposta, a greve foi encerrada com  retorno ao trabalho na segunda, dia 26.

Resposta a intransigência

A greve dos trabalhadores da CNO foi uma resposta a intransigência e a truculência da empresa,  com pressão e ameaças para cumprimento de prazos. Os trabalhadores deixaram claro que não aceitam  assédio moral e precarização das condições de trabalho.

Nos quatro dias de greve, entre as entidades presentes, estiveram o Sindipolo e Metalúrgicos de Canoas, além da CUTRS.