Greve dos trabalhadores do polo de Triunfo/RS

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Os trabalhadores terceirizados do Polo Petroquímico do RS, que atuam na obra de butadieno da Braskem, rejeitaram a proposta da Construtora Norberto Odebrecht (CNO) e reafirmaram a manutenção da greve. A categoria só volta a trabalhar se a empresa garantir, além da proposta que já apresentou, elevar o Cartão Alimentação para R$ 300,00, e abonar os quatro dias de greve. Se a empresa atender a esta reivindicação, na segunda, dia 26, será encerrada a greve e os trabalhadores voltam imediatamente ao trabalho. Caso contrário, a greve continua por tempo indeterminado.

A proposta da empresa foi apresentada em reunião na quinta (22) à tarde com a direção do Sindicato e uma Comissão de trabalhadores. No encontro, a empresa ofereceu Cartão Alimentação de R$ 250,00 e se comprometeu a verificar as demais reivindicações da categoria. Quanto a ajuda de custo para quem é de fora do Estado, afirmou que todos os trabalhadores contratados apresentaram endereço residencial da região. A CNO também aceitou abonar um dia de greve e compensar aos sábados os demais.

Os trabalhadores buscavam, entre outros itens, além do cartão alimentação de R$ 300,00, também ajuda de custo para quem é de fora do Estado de R$ 420,00, pagamento de horas extras, plano de saúde sem carência, pagamento do prêmio e PLR, fim do assédio moral e abono dos dias de greve.

Segundo o presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção Civil e do Mobiliário de Triunfo (Sindiconstrupolo), Júlio Cesar Selistre, a posição da categoria é uma resposta a intransigência da empresa e a truculência, com pressão e ameaças para cumprimento de prazos, como ela vem tratando os trabalhadores. “Há meses estamos tentando uma solução para os problemas que vão desde alimentação até práticas inaceitáveis de assédio moral. Mas a CNO deixou a situação chegar ao seu limite. Agora é preciso mais que promessas para que os trabalhadores retornem à obra”, esclareceu ele.




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