> FIM DAS TERCEIRIZAÇÕES ILEGAIS NO POLO | Sindipolo

FIM DAS TERCEIRIZAÇÕES ILEGAIS NO POLO

PUBLICADO:

O Sindipolo tem denunciado há muito tempo esta prática ilegal nas empresas do Polo e sabemos os males que causam também em outros setores da economia brasileira. Os prejuízos são muito maiores do que parecem à primeira vista, pois afetam trabalhadores terceirizados, diretos e a sociedade como um todo. Diferentemente de países da Europa, no Brasil a terceirização iniciou no começo da década de 90 com característica predatória, precarizante e de inescrupulosa ferramenta de acúmulo de riqueza através do ataque aos direitos dos trabalhadores. Tudo a pretexto, segundo os patrões, da necessidade de aumento da competitividade.

No caso da Europa, os “especialistas” terceirizados têm o pressuposto da isonomia salarial e de condições de trabalho. Na França, por exemplo, a atividade de fornecimento de mão de obra com fim lucrativo, que traga como efeito o prejuízo aos trabalhadores impedindo aplicação de normas trabalhistas, é crime. No Brasil em última análise também é, mas as empresas simplesmente terceirizam atividades-fim como se estas não fossem, fraudando o regime de emprego e conseqüentemente trazendo enormes prejuízos aos trabalhadores.

Precarizações

Não bastassem os aspectos subjetivos da sua condição de “subclasse”, que inibe os terceirizados a criar uma identidade coletiva e também individual, já que carece de sentido a sua atividade, o trabalhador terceirizado passa a ser explorado ao extremo como, por exemplo:

Jornadas de trabalho maiores;

Maior exposição aos riscos;

Maior número de acidentes (8 em cada 10 acidentes são com terceirizados);

Maior número de adoecimentos;

Rotatividade no mínimo o dobro dos diretos;

Salários muito inferiores;

Não tem PLR;

Sofrem com o não pagamento de verbas trabalhistas, etc.

Todos estes dados são facilmente comprovados por diversas pesquisas.