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FECHADA NEGOCIAÇÃO 2013/2015

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A proposta aprovada, considerando a de dezembro, reiteradas vezes rejeitada, contempla: Reajuste de 7,6% até o salário de R$ 7.356,24 e acima disto R$ 559,07 fixos. Neste caso, as empresas podem pagar os 7,6% a todos os salários; Piso salarial de R$ 1.000,00; Auxílio-creche de R$ 543,65 e para filhos deficientes R$ 668,95 mensais, corrigidos em 7,6%; Auxílio educação para os trabalhadores da Braskem, de R$ 1.550,00/semestre; Auxílio educação para os trabalhadores da Innova, Lanxess KELL, Borealis e Oxiteno de R$ 412,00/semestre, para os  estudantes em cursos técnicos de nível médio e superiores vinculados a função. Pode ser flexibilizada a vinculação à função. As empresas são livres para praticar condição melhor aos trabalhadores. Teve ainda outras evoluções pouco significativas.

AVANÇOS MODESTOS, MAS IMPORTANTES

A evolução do Acordo em relação ao anterior foi modesta, em especial pelo padrão do auxílio educação para os trabalhadores da Innova, Lanxess KELL, Borealis e Oxiteno. Havia grande expectativa em relação a este auxílio, que foi parcialmente frustrada. Mesmo assim, foi importante a garantia do benefício no Acordo Coletivo. O que houve é o que aconteceu na Copesul, quando foi “implantado” o auxílio educação no Acordo e  também na Braskem, onde iniciamos com um valor inferior ao praticado na BA e AL.

Já em relação ao escalonamento, a Braskem foi seguramente a principal responsável por esta prática aqui no RS. Temos que romper com esta discriminação que resulta em redução salarial. Este escalonamento, além de achatar os salários acima de R$ 7.356,24, que atinge cerca de 15% dos trabalhadores, no médio e longo prazo também acaba achatando e retardando a evolução dos demais salários.

É falsa a idéia que esta é a “prática do Robin Hood”, pelo que foi citado acima e, também, porque o que é economizado nos salários mais altos, não é repassado aos mais baixos. O resultado, com o tempo, é a expressiva redução das folhas de pagamento.

 

Intensificar a luta

Nas negociações o resultado nem sempre é medido somente pelas conquistas, embora a nossa luta tenha como objetivo principal garantir avanços concretos. Nesta negociação, como mostra a imagem de uma das quatro manifestações realizadas, foi fundamental a demonstração de disposição de luta da categoria. Esta  disposição garantiu um “ambiente” que forçou as empresas, mesmo contrariadas e considerando sua proposta de dezembro como definitiva, a voltarem à negociação, ainda que com avanços menores do que gostaríamos. Cada vez que chegamos a um momento crítico de uma negociação, somos forçados a ponderar várias questões frente a responsabilidade que temos com a categoria de cerca de 2.300 trabalhadores. Nossas ponderações partem de três premissas que ficam entre “O QUE QUEREMOS FAZER”; “O QUE TEMOS QUE FAZER” e “O QUE É POSSÍVEL SER FEITO”.

Nas próximas negociações temos que intensificar ainda mais nossa unidade e disposição de luta, para derrubar a discriminação no reajuste salarial; garantir avanços no valor do auxílio educação para os trabalhadores das demais empresas, além da Braskem; evoluir no valor do abono de férias; assegurar o auxílio-creche também para o trabalhador homem; garantir o vale-alimentação, entre outras questões.

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