Esta é a “Tecnologia Empresarial Odebrecht”

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Mais uma vez a Braskem demonstrou toda sua desconsideração e desrespeito em relação aos seus “integrantes”. Em outra decisão arbitrária, a alta cúpula da empresa simplesmente retirou os benefícios de diversos trabalhadores que recebiam auxílio educação. Interrompeu assim, no meio do semestre e de forma unilateral, uma conquista praticada há vários anos.

Para entender melhor a dimensão da perversidade imposta pela Braskem, é bom lembrar que na negociação no último acordo, a empresa se negou a atender a reivindicação do auxílio educação de R$ 1.100,00 por núcleo familiar/semestre, que na Bahia já é praticado em R$ 1.200,00.  Alguns meses depois, decretou quais cursos eram de seu interesse (por unidades) e deixou de pagar auxílio para todos os demais.

Nesta mudança impositiva, alguns trabalhadores foram “instruídos” pelo seus líderes, a adequar seus cursos a fim de manter o benefício, ou seja, mudar de curso. Em alguns casos o trabalhador acabou perdendo créditos já cursados em um semestre, pois não eram reconhecidos pela empresa com de seu interesse. Esta imposição causou perdas financeiras, tempo despendido e frustração no prazo de conclusão dos cursos.

O que era ruim, ficou pior

Este mês, após cinco meses de atraso no repasse do auxílio, os trabalhadores foram informados que a regra geral para a graduação contempla apenas 3% dos trabalhadores por unidade e, portanto os demais deixarão de receber o auxílio. Ou seja, um critério que já era ruim ficou ainda pior. Tornou o incentivo ao desenvolvimento pessoal dos trabalhadores um privilégio de poucos, que se vêem obrigados a submeter-se aos demandos da Braskem sem a garantia de uma continuidade até o final do curso.

Hipocrisia mal disfarçada

Para a Braskem o fato de os trabalhadores não serem nada mais que números numa planilha  não é novidade. “Números” são dados sem trajetória e sem compromissos. Logo, não importa para a empresa se podemos ou não arcar sozinhos com os altos custos de um compromisso assumido em conjunto, ou se perdemos tempo, dinheiro e disciplinas, trocando de curso para se adequar aos seus interesses. Para a Braskem, o que realmente importa é a redução dos seus custos e o aumento do seu lucro. Esta atitude da Braskem demonstra e reafirma   a falta de confiança e a insegurança dos trabalhadores quanto a perversidade da gestão desta empresa. Esta é a tal “Tecnologia Empresarial Odebrecht”, que não passa de hipocrisia mal disfarçada.

Mais uma vez fica claro que não dá para confiar em nada do que é acertado com esta empresa. Ela toma decisões baseadas apenas em estatísticas, sem a menor preocupação com as consequências destas arbitrárias atitudes sobre a vida das pessoas. Ignora que são seres humanos, e como tal fazem planos, planejam suas vidas, a partir da expectativa do cumprimento do que é definido e vinha até então sendo praticado. Não dá para admitir passivamente esta atitude arbitrária. É um ataque a um direito e uma conquista já consolidados. A pergunta que fica  é: onde está a RESPONSABILIDADE ÉTICA E MORAL DAS LIDERANÇAS? Será que não se dão conta das implicações pessoais e profissionais na vida dos seus “integrantes”, da frustração de expectativas não alcançadas?

Isto tudo mostra e reitera que é impossível acreditar e confiar nas afirmações falaciosas da Braskem. O que esta empresa quer arrancar não é somente nosso trabalho, nosso sangue. Ela demonstra que também interessa a ignorância, a alienação e a frustração profissional.




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