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Empresas tentam impor 7,7%

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Na reunião de negociação da quinta-feira, dia 4/11, apresentamos às empresas, o resultados das assembléias realizadas durante a semana passada, onde os trabalhadores rejeitaram a proposta de reajuste salarial de 6%. Também foi reiterada a reivindicação de reajuste de 14,68% (INPC 4,68%), mais 10% de aumento real e produtividade, com reajuste mínimo incorporado aos salários básicos de R$ 300,00. Além disso, foi reafirmada a reivindicação de piso salarial de R$ 1.100,00 auxilio-educação de R$ 2.000,00 por semestre/família, licença-maternidade de seis meses e melhorias nas estruturas e efetivos de segurança.

Após conhecerem o resultado das assembléias, as empresas apresentaram uma proposta de reajuste salarial de 7,7%, válida para um salário básico de até R$ 6.278,00 e, acima disso, um valor fixo de R$ 473,41. Também corrigiram o piso salarial em 8,5%, ficando o mesmo em R$ 649,00 para trabalhadores da DSM, Borealis, Oxiteno e Innova e R$ 760,00 para os da Braskem.

Proposta rebaixada

Esta proposta, mesmo com a ênfase das empresas de ser final, está muito aquém do que busca a categoria e, também, do que tem sido conquistado em outras negociações, conforme demonstramos na figura ao lado. As empresas tem condições de oferecer uma proposta que atenda os trabalhadores. O setor petroquímico teve crescimento de mais de 8% durante os três trimestres do ano, e deverá ficar acima de 10% em 2010.

Assembléias

Para apreciação da proposta das empresas, estamos convocando assembléias para os dias 16, 17 e 18 de novembro. Será importante uma grande participação da categoria.

Além de apreciar a proposta, temos que definir encaminhamentos para garantir um reajuste salarial satisfatório. Com a posição apresentada pelas empresas, está claro que vamos ter que nos mobilizar e reagir contra a tentativa de impor um reajuste salarial rebaixado.