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EMPRESAS TENTAM FAZER TERROR COM A NEGOCIAÇÃO

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As empresas enviaram comunicado aos trabalhadores informando que  a proposta apresentada por elas e rejeitada pela categoria, de 7,6% de reajuste, será “concedida” a título de antecipação.  Falam em impasse na negociação e que o objetivo da antecipação é “evitar prejuízo” aos trabalhadores.

Fazia tempo que as empresas não tinham esta atitude. Mas isto não é novo e inclusive a Braskem teve esta atitude este ano nas negociações da Data-Base setembro em outras regiões do país. Ignoram as justas reivindicações da categoria e tentam criar um ambiente de instabilidade e insegurança, para que todos saiam “correndo”, e aceitem a imposição de uma proposta que não atende.

Além de rejeitar a proposta das empresas a categoria já decidiu que a negociação têm que garantir: reajuste salarial de 8%, sem escalonamento; Auxílio Educação de R$ 3.265,85/ano para os trabalhadores da Braskem, Innova, Lanxess KELL, Borealis e Oxiteno; Abono de férias de 80% de um salário + 1/3 de lei; Extensão do auxílio-creche também para o trabalhador (homem); Vale Alimentação (VA) mensal de R$ 250,00.

 

Reação tem que ser mais forte

As empresas, ao invés e ficarem fazendo terror psicológico e tentando gerar instabilidade e desespero aos trabalhadores, deveriam agilizar a negociação para garantir o seu fechamento. Deveriam ser as maiores interessadas, pois as atividades planejadas e a “agenda” de 2014 são extensas. É ano de Copa do Mundo no Brasil, possivelmente com manifestações como as que ocorreram em 2013, que alteram a dinâmica de trabalho e outras questões. Não adiante ficaram fazendo terror psicológico, porque a categoria está consciente e determinada a garantir avanços na negociação. Irá reagir fortemente para assegurar o atendimento às suas reivindicações.

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