EMPRESAS TENTAM ACABAR COM AS NEGOCIAÇÕES

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A Braskem, a Innova, a Lanxess e a Oxiteno es­tão querendo acabar com as negociações. Ignoram e desrespeitam a decisão dos trabalhadores, assim como a entidade que os representa de fato e de direito.

Assim como fizeram ano passado, este ano elas tam­bém viram as costas à mesa de negociação e aos traba­lhadores e sua re­presentação. Im­põe via folha de pagamento uma proposta rejeitada pela categoria em assembleia. Nesta negociação, tem ainda uma particu­laridade: estamos tratando de todo o Acordo Coletivo.

As deliberações da cate­goria em assembleias permi­tem a participação de todos os trabalhadores, pois são feitas com os cinco grupos de turno e com ADM. Todos têm autonomia e liberdade para decidir o que atende ou não suas expectativas. Portan­to, o que o Sindicato trata nas mesas de negociações, expressa concretamente a vontade da categoria.

Só que as empresas ten­tam atropelar um processo que é democrático e de am­pla participação dos traba­lhadores nas decisões e pelo segundo ano consecutivo, uni­lateralmente, tentam impor sua vontade. Primeiro, tentam negar a negociação. Depois, como fizeram o ano passado, impõe, via folha de pagamen­to, o que foi rejeitado.

Isto nunca havia acon­tecido em uma negociação, quando tratamos de todo o Acordo Coletivo.

 

NEGOCIAÇÃO NÃO É SÓ ECONÔMICA

Na reunião de negociação da semana passada, quando informamos às empresas que sua proposta, assim como a contraproposta dos trabalhadores, foi rejeitada e aprovada, respectivamente, pode-se dizer por unanimidade, elas in­formaram que sua proposta era final.

Estão tentando tratar a negociação como se fosse um processo para tratar somente sobre questões econômicas, ignorando uma série de outras reivindicações, inclusive sem impacto econômico. O mínimo que se espera das empresas na negociação, é boa vontade para negociar e atenção às reivindicações dos trabalhadores.

A categoria tem boa memória e discernimento. Ao longo dos anos já participou de inúmeras negociações muito mais “delicadas” que essa e soube o que fazer para superar as in­transigências e truculências das empresas. No quadro abai­xo, reiteramos os tópicos das nossas reivindicações.

 

TÓPICOS DA PROPOSTA DA CATEGORIA

Questões econômicas

ACORDO COLETIVO POR UM ANO; REAJUSTE SALARIAL SEM ESCALONAMENTO de 12,40%; REAJUSTE DE 14% NOS AUXÍLIOS EDUCAÇÃO, que passa de R$ 3.340,56 para R$ 3.808,23, CRECHE/ ACOMPANHANTE, aos homens e mulhe­res; aos dependentes portadores de deficiência; ABONO DE FÉRIAS de um salário mais 1/3 de Lei = 133,33% de um salário; ?Vale Alimentação de R$ 360,00;

Itens não econômicos

MANUTENÇÃO DO SALÁRIO por 36 meses aos afastados por doença ou acidentes; SEGURO APOSENTANDO DE 60 MESES; Auxílio Funeral; COMBATE EFETIVO AO AS­SÉDIO MORAL; Várias outras questões não econômicas; Manutenção das conquistas do atual ACORDO COLETIVO.




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