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Empresas cobram caro para voltar a negociar

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Nas reuniões  que tivemos com as empresas e o Sindiquim para retomar a negociação, identificamos indicativos de retomada do processo. A partir disso, tivemos a expectativa que elas compreendessem a importância da retomada e encerrada a negociação. Mas não foi o que aconteceu.

Em contato, na sexta-feira, dia 18, recebemos o retorno do Sindiquim de que as empresas mantém sua posição e, portanto, não voltam a negociar.  Mantém sua proposta de 7,7%, ignorando que esta foi rejeitada por mais de 75% da categoria nas assembléias.

 

Intransigência das empresas

Mesmo após nossas exauridas insistências e apelos às empresas para retomada da negociação, elas repetem a postura de intransigência que adotaram na mudança dos horários do ADM, em maio de 2010.

Na época, mesmo com a negativa das empresas, insistimos numa solução negociada para a mudança do horário. Apelamos que nos dessem mais 30 dias para construímos, em conjunto, uma saída negociada.  Mas mantiveram, unilateralmente, a imposição da mudança.

Agora, novamente agem com intransigência. Esquecem que em breve teremos a negociação do acordo de turno que vai até 2 de maio e até o acordo geral, em outubro. Agem como se nunca mais fossemos nos encontrar em mesa de negociação ou qualquer outro processo de interlocução. Tanto para tratar do interesse delas, quanto dos trabalhadores.

 

Preço muito alto

Querem cobrar um preço muito alto para voltar à negociação. Sinalizam só voltar a negociar se abrirmos mão dos processos que temos na Justiça cobrando as horas extras nos intervalos do almoço. Sabem que foram autoritárias ao tratar a questão da mudança de horário do ADM e agora correm atrás do prejuízo para não pagar o preço da falta de competência e de habilidade para negociar.

A maioria das empresas foi omissa, deixando o processo à revelia da Braskem, sem medir as consequências desta atitude unilateral de mudança do horário.

 

Como fica a negociação?

O Acordo Geral que temos vai de 1º de outubro de 2009 a 30 de setembro de 2011. Tem validade por dois anos e tem uma cláusula  estabelecendo que em outubro de 2010 seria tratado o reajuste salarial.

As empresas apresentaram 7,7% que foi rejeitado e colocaram na folha de pagamento. Com o processo em aberto, este reajuste, que está sendo aplicado, não está formalizado. Se para os trabalhadores esta situação pode ser desconfortável, para as empresas certamente é muito mais. Principalmente porque os trabalhadores rejeitaram este índice, já que buscavam uma proposta melhor.

Para nós não existe impasse e negociação encerrada unilateralmente como pretendem as empresas. Vamos continuar insistindo na busca de um desdobramento para o processo, com melhoria na proposta das empresas.

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