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DIEESE APONTA 84,8% DOS ACORDOS COM AUMENTO REAL EM 2015

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Durante Seminário “Ba­lanço das Campanhas Sala­riais de 2015 e Perspectivas para 2016”, realizado pela CUT/RS no dia 20 de novem­bro último, o representan­te do DIEESE, Ricardo Fran­zói, mostrou que 84,8% dos acordos e convenções cole­tivas conquistaram reajus­tes nos pisos salariais acima do INPC. Ele também listou alguns temas estratégicos que dirigentes sindicais de­vem pensar para o próximo período, como a valorização do salário mínimo nacional e regional, a unificação dos pisos, o papel do estado na retomada do crescimento, o problema da informalida­de e da clandestinidade, a ameaça do negociado sobre legislado. A redução dos pos­tos de trabalho, o aumento do ritmo de trabalho para aumentar a produtividade e adoecimento dos trabalha­dores, também foram temas abordados.

SALÁRIO MÍNIMO REGIONAL

O Reajuste do salário mí­nimo regional foi tratado no encontro. Neste sentido foi destacada a importância do salário mínimo regional que beneficia cerca de 1,5 milhão de trabalhadores no Estado, e que existe também em SC, PR, SP e RJ. Foi informado que atualmente 30 convenções coletivas estabelecem valor igual ao também chamado piso regional. Além disso, 200 convenções possuem menção a esse poderoso ins­trumento de valorização do trabalho, distribuição de ren­da e redução das desigualda­des sociais. Enquanto o salá­rio mínimo nacional é de R$ 788,00, as cinco faixas de va­lores do mínimo regional os­cilam hoje entre R$ 1.006,88 a R$ 1.276,00. Se a reivindica­ção de 11,55% da CUT e das centrais sindicais for aten­dida, elas passarão para R$ 1.122,67 a R$ 1.422,74.

RESISTÊNCIA DO GOVERNO SARTORI

Ainda em relação ao sa­lário mínimo regional foi des­tacada a resistência do go­vernador Sartori em enviar projeto de lei para Assembleia Legislativa corrigindo o valor no percentual pedido pelos trabalhadores. Neste sentido os dirigentes sindicais foram chamados a pressionar os de­putados estaduais e o gover­no, bem como a organizar os trabalhadores a participarem das audiências públicas regio­nais. A primeira será realizada no próximo dia 27, às 14h, em Santa Maria; e a segunda, no dia 2 de dezembro, às 19h, em Novo Hamburgo, ambas nas câmaras de vereadores.

O presidente da CUT/RS, Claudir destacou que a tarefa do movimento sindical é en­frentar a política de desmon­te do estado adotada pelo governo Sartori, lutar pelo re­ajuste de 11,55% no mínimo regional e fortalecer os espa­ços de defesa da democracia. Também lembrou a impor­tância das entidades sindicais a se engajarem na organiza­ção dos macros setores da CUT, que são espaços de uni­ficação de pautas de reivindi­cações e lutas conjuntas para avançar na lutas da classe tra­balhadora. Neste item, o SIN­DIPOLO já participa de curso de formação do macrossetor da indústria, que em 2015 já teve três módulos.

O financiamento dos sin­dicatos também fez parte dos debates. (Fonte: CUT/RS).