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Dia Mundial em Memória às Vítimas de Doenças e Acidentes do Trabal

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O dia de 28 de Abril – Dia Mundial em Memória das Vítimas de Acidentes de Trabalho – surgiu no Canadá, por iniciativa do movimento sindical, como ato de denúncia e protesto contra as mortes e doenças causados pelo trabalho.

Esse dia foi escolhido em razão de um acidente que matou 78 trabalhadores em uma mina no estado da Virgínia (EUA), em 1969. Segundo a OIT, todos os dias morrem, em média, cinco mil trabalhadores devido a acidentes ou doenças relacionadas ao trabalho.

No Brasil, o período de 2007-2009 as estatísticas oficiais contabilizaram dados alarmantes. Foram 2.138.955 milhões de acidentes de trabalho, sendo que 35.532 mil trabalhadores ficaram  permanentemente incapacitados e 8.158 perderam suas vidas nos locais de trabalho. Se considerada uma jornada média de 8 horas diárias, as mortes no trabalho no Brasil equivalem  uma morte a cada 3,5 horas.

É importante, ainda, deixar claro que os acidentes, doenças e mortes causadas pelo trabalho não são fatalidades, atos inseguros ou negligência dos trabalhadores, ou seja, são um grave problema social e de saúde pública, de responsabilidade das empresas, portanto são absolutamente previníveis e evitáveis.

Apesar dos números mostrados acima, as subnotificações continuam acontecendo de forma inaceitável. As denominações “modernas” dos acidentes de trabalho tem tomado conta do nosso dia a dia. As empresas, em geral, tem fugido das notificações, criando uma situação irreal em relação aos seus ambientes de trabalho, escondendo grande parte dos acidentes acontecidos.

A desconsideração por parte de quem precisa monitorar os fatores mentais, como estresse, tensionamentos e outros, na elaboração de diversos trabalhos nas empresas, contribuem para que os acidentes aconteçam. O adoecimento oriundo dos ambientes de trabalho tem crescido e mesmo sem o reconhecimento de nexo técnico por quem falha em não fazê-lo, tem que ser observado  e corrigido pelos coordenadores de segurança e saúde nas empresas.