Dia Internacional de luta das Mulheres

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QUE AS MULHERES SENTEM NO DIA A DIA

 

A pandemia de Covid-19 escancarou uma realidade que as mulheres en­frentam no dia a dia. Foram elas as mais atingidas pelo desemprego, pela violência e pelas dificuldades impostas por uma crise de saúde e econômica. Ou seja, se foi ruim para todos, foi pior ainda para elas.

No aspecto da VIOLÊNCIA, aumen­taram os números de feminicídios. Mais tempo em casa, órgãos de assistência fechados e os agressores próximos dia­riamente, ficou mais difícil se afastar do agressor ou procurar ajuda. Não por acaso, os casos de agressão cresceram. Segundo a ONU Mulheres, depois de anunciada a pandemia, as mulheres começaram a viver o que a instituição chamou de “Pandemia das Sombras”, quando todos os tipos de violência contra mulheres e meninas, mas particularmen­te a violência doméstica, se intensifica­ram no Brasil e em muitos países. Somen­te no primeiro semestre de 2020, o Brasil registrou 648 feminicídios. Os dados são do Fórum Brasileiro de Segurança Públi­ca (FBSP). No Rio Grande do Sul, o au­mento foi de 24,4%. Já a 14ª edição do Anuário Brasileiro de Segurança Pública mostra que, em 2020, foi computado um estupro a cada 8 minutos.

 

No quesito DESEMPREGO também foram as mulheres as mais penalizadas. Além de já ganharem menos, os seus salários foram os mais reduzidos e na hora de demitir, elas foram as primeiras da fila. Dados do DIEESE apontam que parcela expressiva das mulheres per­deu sua ocupação durante a pandemia. Entre o 3º trimestre de 2019 e 2020, o contingente de mulheres fora da força de trabalho aumentou 8,6 milhões, a ocupação feminina diminuiu 5,7 milhões e mais 504 mil mulheres passaram a ser desempregadas. As mulheres negras e as trabalhadoras domésticas sentiram de forma ainda mais forte este efeito. Os que tinham seu sustento na informalidade também foram atingidos, passando de 13,5 milhões para 10,5 milhões, indican­do outro grupo expressivo que perdeu o trabalho e a renda.

 

Para piorar, este cenário colocou elas mais expostas a contaminação. No item SAÚDE, a conciliação dos cuidados com os filhos fora da escola; a preocupação com os idosos sob sua responsabilidade; os afazeres domésticos e as longas jor­nadas tenderam a agravar problemas de saúde física e mental dessas mulheres.

Por fim, segundo o estudo do DIEE­SE, para a JUVENTUDE FEMININA, este cenário de pandemia trouxe a desilusão em relação ao futuro e em muitos casos, o abandono dos estudos e da qualifica­ção. “Os efeitos para o país foram desas­trosos e se essa situação permanecer em 2021, o desenvolvimento futuro do país estará seriamente comprometido”, fina­liza o estudo.




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