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DEMISSÕES NA VIDEOLAR-INNOVA

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Em agosto de 2013 a Petrobrás vendeu a Petro­química INNOVA à Videolar, cujo dono é o Sr. Lírio Pari­sotto, empresário e suplen­te de senador do PMDB do Amazonas. A concretização desta venda, exercido o con­trole do CADE sobre livre concorrência, ocorreu so­mente em outubro de 2014, quando então mudou seu CNPJ e se transformou em Videolar-Innova.

Neste período, o SINDI­POLO esteve reunido com a direção da empresa para tratar diversas questões que poderiam afetar os traba­lhadores, como demissões, fechamento do escritório de Porto Alegre, plano de saúde, plano de cargos e salários, efetivo operacional, PLR en­tre outros. A Videolar-Innova na época, em reunião com a presença do Sr. Lírio, foi afirmativa ao dizer que não haveriam perdas de direitos nem mudanças estruturais.

Na mídia o Sr Lírio Pari­sotto, afirmou na época que um dos grandes ativos da Petroquímica Innova eram os seus recursos humanos.

A GESTÃO PINÓQUIO

Aplicando-se a fábu­la do Pinóquio à gestão da Videolar-Innova e, principal­mente, ao Sr Lírio Parisotto, estes estariam em dificulda­des em razão do tamanho do nariz, isto porque, fechou o Escritório de Porto Alegre, precarizou o Acordo de PLR, exterminou o plano de car­gos e salários, diminui ainda mais o efetivo operacional com demissões e apresen­tou um projeto que irá au­mentar o desconto da par­ticipação dos trabalhadores no plano de Saúde. Já demi­tiu do período de transição de agosto 2013 até o fecha­mento desta edição foram 50 trabalhadores.

Na área, os trabalhado­res estão sob forte stress pela pressão por produção com um efetivo abaixo do mínimo de segurança, reco­nhecido pela própria Gerên­cia de RH. A empresa impõe uma troca de turno virtual, privilegiando a economia de migalhas para se enquadrar na súmula 429 do TST. Isso compromete ainda mais a segurança dos trabalhado­res, a preservação do meio ambiente e do seu próprio patrimônio.

Muito grave também é o descumprimento do Acor­do do Benzeno que no seu anexo 13 A, capítulo V, pre­vê treinamento de 20 horas para riscos do Benzeno para toda a CIPA imediatamente após o curso da NR 5, o que não ocorreu.

Enquanto tudo isto acontece é difícil de acredi­tar que a Assembleia Legis­lativa e o Governo do estado aprovaram benefícios fiscais em março de 2016 para a Videolar-Innova, uma em­presa que demite e precari­za direito dos trabalhadores.

 

VIDEOLAR-INNOVA OMITE SEUS REAIS OBJETIVOS

Não é admissível que a empresa engane não somente os trabalhadores, mas também omita das autoridades e par­lamentares os seus reais objetivos para conseguir recursos públicos, que é crescer, aumentar seus lucros, mas sem a contrapartida social, descumprimndo as contrapartidas do protocolo de intenções assinado com o governo do Estado.

O Sindipolo está marcando uma reunião com a empre­sa para tratar sobre esses problemas citados pelos traba­lhadores, como também pedir que a empresa demonstre os critérios e parâmetros adotados para o dimensionamen­to do efetivo de segurança, como também explique o pro­cesso e funcionamento do Operador Job Rotancion.

 




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