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DEBATES, DANÇA E PRÊMIOS NA ATIVIDADE SOBRE O OUTUBRO ROSA DO SINDICATO

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A atividade “DO ÚTERO AO EGO” realizada no Sin­dicato no último dia 26 em comemoração ao OUTUBRO ROSA, reuniu um grupo de mulheres da categoria, dos movimentos sociais e outros sindicatos para debater te­mas relacionados ao univer­so feminino.

A palestrante, psicóloga clínica Taísa Cristina Moreira, iniciou falando sobre a histó­ria da mulher. Lembrou seu papel na origem das famílias, o avanço para a entrada no mercado de trabalho e a exis­tência de preconceitos que se perpetuam até hoje. As mu­lheres, disse ela, apesar de se capacitarem cada vez mais, tem salários 30% menores e continuam com uma dupla jornada, já que são as principais responsáveis, ainda, pelo cuidado com os filhos.

Outro tema abordado pela psicóloga foi relacionado a saúde da mulher, como a menopausa, os seus conflitos emocionais e o que represen­ta este período para as mu­lheres. Segundo ela, este em geral é um período onde se aproxima a aposentadoria, os filhos estão saindo de casa e, em alguns casos, o casamento passa por um desgaste, geran­do um intenso conflito, agra­vado pelo aspecto hormonal.

APOSENTADORIA

A fase da aposentadoria também foi destacada, uma etapa que, segundo Taísa, “dá trabalho e ocupa um as­pecto importante da vida da mulher. É importante enten­der que temos muito ainda que viver depois da aposen­tadoria, a vida não acaba com ela”. A psicóloga escla­rece que para cada pessoa o trabalho tem um significado diferente na vida e acredita que a dificuldade em aceitar a aposentadoria está ligada ao fato de que interromper a relação de trabalho é tam­bém interromper vínculos sociais, de onde vem a maior dificuldade. “Há uma sensa­ção de perda da utilidade, da qualidade de vida e de senti­mento de solidão que podem afetar a autoestima”, esclare­ceu. Isto se deve, em parte, a supervalorização do trabalho na sociedade moderna.

Neste sentido, disse que é preciso se preparar para esta etapa da vida, de forma a acarretar menos danos emo­cionais. “É hora de nos per­guntarmos: Quem sou eu sem o meu trabalho? É o momento de reativar projetos e planos que estiveram adormecidos, ter mais tempo livre para fazer o que gosta e conviver com a família”, recomendou.

EMPODERAMENTO

Outros temas abordados foram família, sexualidade, e empoderamento femini­no. Sobre este último tema, elencou como fundamentais para o processo a conquista efetiva do mercado de tra­balho, a luta pela igualdade de oportunidades, o fortale­cimento da autoestima, o re­conhecimento do seu valor. “Não podemos deixar que o olhar masculino nos defina. Empoderamento é ser um ser único”, concluiu.

No final da atividade foi distribuído brindes às partici­pantes e servido um coquetel.