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DANOS À SAÚDE DOS TRABALHADORES

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A Unidade de Craqueamento Catalítico (U2200) da REPAR (Paraná) tem despejado diariamente entre 25 e 30 toneladas de catalisador na atmosfera. A emissão atmosférica considerada “normal” é de cinco toneladas por dia. A decisão de não parar  a unidade para manutenção foi tomada pelos gestores da refinaria.

O fato é grave, uma vez que o catalisador catalítico descartado contém diversos contaminantes, destacando-se metais pesados, reconhecidamente cancerígenos, expondo os trabalhadores e a população que vive no entorno da REPAR. Além de não ser feita a imediata manutenção, também não está havendo uma sistemática de avaliação aos riscos da saúde dos trabalhadores e dos moradores da região, nem tomadas medidas preventivas, como o uso obrigatório de máscaras, para evitar a inalação deste agente tóxico. Há inclusive trabalhadores recolhendo o catalisador, que sedimentou no piso das unidades, através de varrição sem qualquer Equipamento de Proteção Individual (EPI).

Frente a isso, o SINDIPETRO-PR/SC vem alertando para os perigos do grande aumento na emissão de catalisador catalítico no ar e cobrou imediata parada da unidade para manutenção, propondo diversas medidas, entre elas, estudos epidemiológicos em populações sob influência da REPAR, incluindo as comunidades vizinhas até cerca de 12 km das refinarias; e reavaliação do Programa de Prevenção a Riscos Ambientais (PPRA) e respectivos Grupos Homogêneos de Exposição (GHE) com base na identificação, mapeamento e registro do Catalisador Catalítico Contaminado no Laudo Técnico de Condições Ambientais do Trabalho (LTCAT). A U2200 será paralisada para os reparos no dia 17 de janeiro o que acarreta aos trabalhadores no total, 15 dias expostos aos riscos da inalação de catalisador, pelo exclusivo motivo e preocupação de não parar a continuidade operacional.

PERIGOS – A maioria das refinarias de petróleo têm, na etapa final de seu processo produtivo, unidades de craqueamento catalítico, que são grandes fontes geradoras de poluentes atmosféricos, entre eles, o catalisador descartado para o ambiente. O catalisador descartado é caracterizado como Perigoso (Classe I) pela Norma ABNT NBR 10004:2004 e pode representar sérios riscos à saúde ao meio ambiente, por conter metais pesados e compostos cancerígenos.

EXPLOSÃO NA RLAM

No domingo (181) foi registrada mais uma gravíssima explosão na RLAM (Bahia), dessa vez com graves lesões a três trabalhadores. A explosão ocorreu no Vaso 3818 de hidrogênio da U-38, durante um serviço em espaço confinado, no início da tarde de domingo.

Segundo informações dos sindicatos Sindipetro Bahia e Siticcan, um caldeireiro da terceirizada Victória (José Adailton) está em estado grave, com queimaduras em 70% do corpo e fratura exposta na perna esquerda; outro caldeireiro, também da Victória (Jonas Leal), teve queimaduras em 25% do corpo, enquanto uma observadora da empresa Potencial (Jucineide de Jesus) teve queimaduras em 10% do corpo (rosto) e corte na cabeça.

A explosão, além do fogo, gerou deslocamento do ar que projetou os trabalhadores e trabalhadora contra outras estruturas. Segundo informações chegadas aos diretores sindicais, o vaso estava aberto desde o dia 15/01 e outro serviço já tinha sido realizado.

A direção do Sindipetro Bahia denuncia mais este acidente de extrema gravidade e presta sua solidariedade e apoio aos feridos e familiares. Ainda segundo o Sindicato, acidentes como o deste domingo podem ser consequências das paradas de manutenção com prazos exíguos e extensas jornadas de trabalho impostas aos que trabalham na refinaria.