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Consequências anunciadas

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Durante o processo de troca de ativos da Petrobras e Braskem, por diversas vezes, o Sindipolo alertou a sociedade para o fato de que  100% da petroquímica nacional ficaria com esta empresa. Alertou, também, para as conseqüências  deste brutal monopólio nas mãos de uma empresa privada com o perfil da Odebrecht/Braskem. Pois agora, com a aprovação pelo CADE, da negociação com a Quattor, está acendendo a luz vermelha nas empresas do setor de  transformação, que estão fazendo coro, “chiando” e repetindo o que o Sindicato dizia. A Braskem tem, hoje, a produção de 100% dos petroquímicos básicos (primeira geração) e 100% do polietileno e polipropileno, principais resinas termoplásticas (segunda geração). Comanda os Polos da BA, RJ, SP e RS. Tem ainda planta de polipropileno em Paulínia. A indústria de  transformação de plásticos alega sofrer pressão atualmente pelo grande porte da empresa no mercado doméstico. A preocupação das empresas que dependem do fornecimento de resinas

termoplásticas é com o risco de excessiva alta dos preços e desabastecimento dos insumos. O receio é tanto que a Abiplast solicitou ao órgão que retirasse as proteções solicitadas ou concedidas pela Braskem. Para este setor, quem vai pagar a conta do monopólio da Braskem não será só o transformador do plástico, mas a população de mais baixa renda.

 

Desemprego 

Se no âmbito de mercado, há preocupação com preços e abastecimento, para os trabalhadores  esta concentração significou desemprego e a precarização das condições de trabalho. Desde que a Braskem chegou à petroquímica foram dizimados centenas de postos de trabalho e houve sucessivas tentativas de retirada de direitos.




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