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CHANTAGEM DO GRUPO ODEBRECHT

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Nos últimos dias temos acompanhado a chantagem do Grupo Odebrecht, para forçar o governo e a Petrobrás a fornecerem nafta subsidiada para  a Braskem. Ameaça suspender a produção, demitir e até fechar unidades. A Odebrecht faz esta chantagem, ignorando todos os  privilégios com recursos públicos e que vem tendo ao longo dos anos. Em 2007 a Braskem tinha cerca de 40% do setor petroquímico e, a partir de 2010, ficou com praticamente 100% do setor.

O Grupo está tratando a questão como se fosse o único “dono” da Braskem,  onde  ele tem 38,3% do capital total, a Petrobrás 36,1% e o BNDES 5%. Na verdade a maior parte do capital total individual, 41,1%,  da Braskem é público(veja quadro acima). A pergunta é: o que mais o Grupo Odebrecht quer do governo e da sociedade? .

Para reforçar a chantagem, tem, ainda, uma carta da FIERGS à presidente Dilma,  onde, entre outras questões, diz que “tal fato é considerado uma ameaça sem precedentes à cadeia petroquímica, plástica e de borracha do Estado…”. A FIERGS ignora que em vários momentos os seus representados dos setores de segunda e terceira geração, têm reclamado dos preços da resinas plásticas elevados pela Braskem.

O que está acontecendo já era previsto e foi denunciado pelo SINDIPOLO em audiências públicas na Assembleia Legislativa, na Câmara e no Senado em 2006 e 2007 e na imprensa para toda a sociedade.

O Grupo Odebrecht usa sua condição de controlador da Braskem e  maior consumidora de nafta, para manter a Petrobrás refém. Isso porque a estatal é a fornecedora de matéria-prima e pela sua condição de controladora junto com o Grupo Odebrecht. Também usa o monopólio da produção, para impor suas condições às empresas de segunda e terceira geração. Ao final das contas, quem paga por tudo é a sociedade. Neste momento, a questão do preço da nafta está equacionada. Foram mantidas as exigências do Grupo Odebrecht de subsídios no produto até fevereiro de 2015.

Até quando a sociedade, o governo e a Petrobrás vão continuar reféns do Grupo Odebrecht?

Vale reiterar que do capital total da Braskem, o Estado brasileiro, através a Petrobrás e do BNDES, tem 41,1% da Braskem e o Grupo Odebrecht 38,3%.