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CAMPANHAS/NEGOCIAÇÕES SALARIAIS 2018

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DATA BASE OUTUBRO
Em relação a data-base outubro, tivemos reunião de negociação semana passada, dia 27, quando as empresas Innova, Oxiteno e Braskem apresentaram parte da sua proposta com algumas alterações em relação ao atual Acordo Coletivo. Entre as principais estão que benefícios como transporte, auxílio-educação, alimentação, não têm caráter remuneratório e não integram salários para qualquer efeito. Também que o SINDIPOLO não tentará na Justiça questões que contrariam disposições do Acordo Coletivo de Trabalho.

A proposta foi de reajuste salarial pelo INPC do período (setembro = 3,64%), escalonado até um salário básico de R$ 9.452,00, a ser corrigido pelo INPC dos últimos 12 meses. Acima deste salário, será aplicado um valor fixo correspondente ao INPC dos últimos 12 meses sobre o valor máximo do escalonamento.

Pela proposta das empresas apresentada até então, uma questão preocupante é que elas se comprometem a garantir o atual Acordo Coletivo até 60 dias da data de sua vigência, que foi dia 30/09/2018.

Na reunião prevista para o dia 03/10, as empresas devem concluir a apresentação de sua proposta.

 

DATA BASE SETEMBRO
Como já tratamos no EM DIA anterior, na proposta da Arlanxeo ela altera 16 cláusulas do atual Acordo. Muitas destas reduzem e restringem direitos consolidados dos trabalhadores.

Entre os principais estão:  descontos dos atrasos e saídas antecipadas e outras ausências das HE a serem pagas; limita o auxílio-creche até o sexto mês do filho a R$ 2.000,00 com a comprovação do contrato de trabalho ou assinatura da CTPS; limitação do auxílio-excepcional, assistência médica e odontológica (OMO), somente para os trabalhadores da ativa em exercício de atividade remunerada; interinidade a partir de dez dias de substituição, desde que o interino assuma todas as atividades e responsabilidades do substituído; uma cláusula que trata da contração de trabalho temporário; vigência do Acordo até 120 dias a partir de 31 de agosto de 2018; reajuste salarial linear; piso salarial auxílio-creche, auxílio excepcional, auxílio-educação e OMO de 3,64% (INPC), entre outras questões.

Os trabalhadores não vão abrir mão de seus direitos e suas conquistas e nem admitirão rebaixamento em sua condição de trabalho, num acordo que vem sendo conquistado e consolidado ao longo de cerca de 30 anos.

Na reunião com a Arlanxeo a ser  para o dia de outubro vamos deixar bem claro para empresa que os trabalhadores não irão admitir rebaixamento das seu Acordo Coletivo de Trabalho e só apreciarão uma proposta que que mantenha suas atuais conquistas e também assegure avanços.