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CAMPANHAS SALARIAIS DO SEGUNDO SEMESTRE

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Muitas categorias, como bancários, petro­leiros, petroquímicos, químicos, metalúrgicos do ABC e trabalhadores dos Correios entre ou­tros, que tem data-base no segundo semestre, já deram início as suas campanhas salariais.

Nas negociações deste ano, existem vários pontos em comum que unificam a luta destas categorias. Entre eles estão: a defesa e manu­tenção dos direitos dos tra­balhadores assegurados na CLT e outras leis; a luta contra a entrega do patrimônio pú­blico; em defesa das riquezas nacionais (pré-sal) que são estratégicas para o país; e contra as privatizações, que ameaçam, Caixa, Banco do Brasil, Correios e Petrobrás, entre outras estatais.

RAMO QUÍMICO

No caso do ramo quími­co, já houve, dia 20 de julho, encontro na Confederação Na­cional do Ramo Químico (CNQ) para tratar da Campanha Uni­ficada do Ramo Químico, que tem um importante peso nas negociações do segundo se­mestre, já que é um dos maio­res em nível nacional.

Neste encontro, que reu­niu as entidades cutistas e da qual o SINDIPOLO participou, foram discutidas as ameaças a direitos históricos dos traba­lhadores, como a reforma tra­balhista e da previdência pre­tendida pelo governo interino de Michel Temer e seus alia­dos no Congresso Nacional.

Com isso, há necessida­de urgente dos trabalhado­res, junto a seus sindicatos, se unirem e se mobilizarem para ir para as ruas resistir a estas tentativas de ataques.

MANTER OS DIREITOS

Como eixo central, as campanhas salariais terão o tema “Nenhum Direito a Menos“, o que inclui ainda o combate à terceirização ir­restrita, ao aumento da idade para aposentadoria e à tenta­tiva de restringir direitos atra­vés da negociação coletiva (prevalência do negociado so­bre o legislado – flexibilização do que já é lei), entre outros pontos importantes.

Neste sentido, é indis­pensável garantir a unidade efetiva dos trabalhadores e seus sindicatos na campanha salarial unificada, a pressão sobre o Congresso contra a aprovação de projetos que retiram direitos da classe tra­balhadora e a participação nos atos e manifestações de caráter regional e setorial contra o golpe contra os tra­balhadores.