Campanha Salarial – Unidade e Mobilização

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Já estamos em janeiro de 2011, iniciando o ano com dois discursos das empresas: um é o relato dos próprios gerentes e diretores de que o resultado econômico superou as metas. O outro é o descaso com os trabalhadores que geraram este resultado. Isto mostra a verdadeira face das administrações destas empresas, que é de total desrespeito e de autoritarismo com os trabalhadores.

Forte rejeição

A última proposta apresentada pelas empresas foi fortemente rejeitada pela categoria. Isto ocorre também nas demais regiões do Brasil, como BA, RJ e AL. Demonstra que há uma forte interferência da Braskem nas negociações, mas não exime de responsabilidade as demais empresas. Todas têm obtido resultados extraordinários que não condizem com o índice até gora oferecido

Esperávamos que não se repetisse o que ocorreu na negociação de 2009, que levou mais de seis meses, encerrando em março/2010. Infelizmente os gestores não aprenderam coisa alguma.

Coerência

O que estamos reivindicando já é praticado em outros Polos Petroquímicos, como a licença-maternidade, auxílio-educação e abono de férias.

Se as empresas se utilizam do conhecimento intelectual dos seus trabalhadores para se aproveitarem das melhores práticas do fazer, nada mais coerente que as cláusulas econômicas e sociais, para nós trabalhadores, sejam também as melhores praticadas.

O fato das empresas terem imposto 7,7% na folha de pagamento não significa que as negociações foram encerradas. Esta atitude, para nós. é um adiantamento do que temos que conquistar e revela apenas a insensatez com que seus gestores tratam a categoria.  Isso não aceitaremos!

Setor Petroquímico: sem motivo para choradeira!
Segundo dados da ABIQUIM, o setor que mais participou percentualmente para a elevação do PIB nacional foi o setor de petróleo e petroquímico, com 17%. Ficou à frente do setor automobilístico, alimentos, produtos químicos e metalurgia, que tiveram participação entre 8% e 15%. Como sabemos muitos destes setores repassaram para os trabalhadores reajustes maiores que o atualmente oferecido aos petroquímicos. Além disso, sabemos que a rotatividade no Polo aumentou absurdamente, o que contribui  para  um rebaixamento salarial. Portanto, reflete em menos gasto com mão de obra.  A choradeira não tem razão de ser. 9% JÁ!




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