CAMPANHA SALARIAL LANXESS PRB 2014

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Nossa pauta segue em construção. Na semana passada representantes dos sindicatos de PE, RJ, RS e SP se reuniram em São Paulo para, em conjunto, formular uma pauta que tenha na sua maior parte reivindicações comuns.  Algumas diferenças se apresentarão, já que existem características consagradas em acordos que levam a reivindicações diferentes.

A pauta que se construiu nesta reunião difere da que foi postada no site do SINDIPOLO. Portanto, para que possamos chegar às assembleias, com poucas ou nenhuma modificação a fazer, temos que nos reunir antes e fazer este trabalho.

Em época de campanha salarial, principalmente quando discutimos todo o acordo, temos uma visão geral dos nossos direitos. Todos sem exceção foram conquistados com muita luta e determinação, por isso o valor de cada direito tende a ser mais valorizado por quem se empenhou em sua conquista.  Por outro lado, explica o comportamento de outros (poucos, é verdade) que absorvem naturalmente os direitos como se tivessem vindo de alguma espécie de grande senso de responsabilidade social da empresa. Não é assim!

Só quem luta conquista!

Temos tido trabalho nas últimas negociações para manter o que já conquistamos, principalmente com a LANXESS.Apesar dos reajustes acima do INPC acumulado, os avanços que temos alcançado estão muito aquém dos resultados que as empresas vêm tendo em produtividade.

A LANXESS só avançará no acordo se estivermos mobilizados e demonstrarmos efetiva-mente que estamos engajados. Por isso é necessária a participação de todos neste momento na formulação da pauta.

 

GANHOS SALARIAIS NOS ÚLTIMOS 10 ANOS NAS EMPRESAS DO POLO

            O histórico de nossos reajustes salariais nos últimos dez anos tem sido de ganhos acima da inflação. No período de 2003 a 2013 tivemos um ganho – descontada a inflação – de 15,52% (data base setembro). Para a data base outubro, os ganhos acima da inflação estão em torno de 19,3%.

Já o salário mínimo neste período teve, descontada também a inflação, uma valorização de 67,3%. Esta política de valorização já vem pressionando o piso da categoria, que vem tendo reajustes maiores do que os dados a categoria como um todo.

 

Rotatividade e redução do efetivo: efeitos na folha

Ao destacar este reajuste acima da inflação não podemos ignorar outros fatores que influenciam no custo total da folha de pagamentos das empresas. A entrada de novos trabalhadores, com salários menores; a redução do efetivo seja pelo uso de novas tecnologias, ou simplesmente pelo acúmulo de funções, torna nulo o efeito destes reajustes sob o ponto de vista dos gastos na folha de pagamento. Ou seja, ao final as empresas estão gastando menos! É justamente este incremento na produtividade dos trabalha-dores que buscamos repassar aos nossos salários.




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