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CAMPANHA SALARIAL: EMPRESAS PRECISAM RETOMAR A NEGOCIAÇÃO

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O SINDIPOLO, ao longo de sua história, tem defendido que o momento da negociação é um dos mais importantes para os trabalhadores. É o momento de negociar pontos relacionados a salários e benefícios, mas não só isso. O Acordo Coletivo tem inúmeras cláusulas que tratam de questões que vão da saúde e segurança até a própria relação e representatividade do Sindicato junto a sua base e as empresas.

Por isso, entendemos que nesta negociação (DB Outubro), ainda que trate apenas das cláusulas econômicas, não pode ficar em aberto. Isso, no mínimo, representa um descaso das empresas Innova, Braskem e Oxiteno com um momento importante para os trabalhadores e também com as decisões tomadas pela categoria em assembleias.

Chegar ao final de janeiro de 2020 numa negociação que iniciou em agosto de 2019, com a imposição, pelas empresas, de um índice rejeitado pela categoria, é uma demonstração de que elas estiveram na mesa sem a real disposição de negociar.

Para o SINDIPOLO a negociação levada a bom termo é fundamental. Tanto que a categoria rejeitou a proposta das empresas e aprovou uma contraproposta razoável e perfeitamente possível de ser atendida, que é:  3% de reajuste dos salários sem escalonamento; e o mesmo percentual para o piso salarial e auxílios educação, creche e por filho com deficiência, a partir de 1º de outubro de 2019, e mais 2% a partir de 1º de março de 2020.

Assim, esperamos que a Innova, Braskem e Oxiteno retomem a negociação, numa demonstração de respeito e de valorização dos trabalhadores.

INNOVA MANAUS/AM:FECHADA NEGOCIAÇÃO

Na Innova em Manaus, a negociação foi fechada na semana passada com piso salarial para a categoria de R$ 1.410,48 a partir de janeiro; para os demais salários INPC de 4,48% em janeiro + 0,5% de real no mês de julho, até o teto de R$ 7.000,00; o reembolso creche passou de 3 para 4 anos.
ENQUANTO EMPRESAS SILENCIAM, A VIDA SÓ PIORA

Na semana passada, o DIEESE informou que a Cesta Básica, em 2019, subiu acima da inflação. Nas 16, das 17 capitais pesquisadas, inclusive Porto Alegre, foram registrados aumentos que variaram de 4,85% a 23,64%, todas as variações ficaram acima do INPC/IBGE (4,48%) do período.

Este resultado reitera o que vem sendo colocado pelo SINDIPOLO na negociação.

De fato, os trabalhadores sentem no bolso o resultado apontado pelo DIEESE e por isso é importante que o índice de reajuste reponha ao menos as perdas do custo de vida da categoria que, além da alimentação, inclui ainda itens como transporte, educação, lazer, impostos, entre outros.




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