CAMPANHA SALARIAL 2014

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Na reunião de negociação da sexta-feira, dia 10, as empresas Braskem, Lanxess KEL, Innova, Oxiteno e Borealis apresentaram uma proposta de reajuste salarial escalonado de 6,6%. Pela proposta o reajuste será para os salários de até R$ 7.841,75. Acima deste um valor fixo de R$ 517,55. O piso salarial da categoria vai para R$ 1.066,00. Os auxílios corrigidos pelos 6,6%, ficando o auxílio-creche em R$ 579,33; o auxílio-educação para os trabalhadores da Braskem em R$ 3.304,60/ano e para os das empresas Lanxess KEL, Borealis, Innova e Oxiteno um valor de R$ 439,19; o auxílio para filhos deficientes em R$ 723,76.

Esta proposta das empresas corresponde praticamente ao INPC acumulado do período de 1º de outubro de 2013 a 30 de setembro de 2014, que é de 6,59%.

Após a apresentação da proposta, o SINDIPOLO reiterou o reajuste que vem sendo buscado de 6,59%(INPC), mais 5% de aumento real/produtividade para os salários e os auxílios. Para o auxílio-educação dos trabalhadores das demais empresas exceto a Braskem, um reajuste de 50% nos atuais R$ 412,00.

Destacamos os reajustes das demais categorias que fecharam as suas negociações, como bancários e petroleiros e até proposta do próprio setor petroquímicos em outras regiões, com valores superiores aos 6,6% que nos foi apresentado. De acordo com o DIEESE, das cerca de 400 negociações acompanhadas, 45% garantiram até 2% de aumento real e outros  20% fecharam acordos com até 3% de ganho real.

Com base no que estamos reivindicando, aprovado pela categoria e tendo ainda como referência outras negociações, rejeitamos a proposta na mesa.

Também reiteramos que é preciso agilizar a negociação. As empresas concordam com a agilização e ficou definida outra reunião no dia 20 de outubro.

 

NÃO DÁ PARA ACEITAR DISCRIMINAÇÃO

Na reunião deixamos claro às empresas, que um dos principais pontos da negociação é a não discriminação do reajuste salarial, conforme o que as empresas propõem através do escalonamento. Esta questão, além de ser um princípio do Sindicato de não admitir discriminação entre os trabalhadores, neste caso em relação ao reajuste dos salários, também é um tema que vem nos últimos anos sendo intensamente debatido e reivindicado entre a categoria, em especial pelos atingidos.

Reforçamos que mesmo que em algum momento seja apresentada uma proposta possível de aceitação, o Sindicato irá defender a sua rejeição, caso as empresas insistam na discriminação com o escalonamento.




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