Braskem impõe desvio e acúmulo de função

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A empresa, para economizar o custo com a mão de obra especializada e obter sempre maiores lucros, vem coagindo e pressionando o instrumentista de turno a realizar trabalho de eletricidade na subestação. Os profissionais estão sendo forçados a manobrar equipamentos de baixa, média e alta tensão durante a ausência do turno administrativo. Isto infringe o artigo 25, da Resolução 218, regulamentado pela Lei nº 5194, de 24 de dezembro de 1966, que discrimina as atividades e suas diferentes modalidades profissionais da engenharia, arquitetura e agronomia, onde os técnicos estão inseridos.

Neste caso, a Braskem, desrespeita as instruções do Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura que define as atividades que cada especialidade é qualificada a executar, conforme descrição em seus currículos e grau de escolaridade, de acordo com o que estabelece o Conselho Federal de Engenharia, Arquitetura e Agronomia (CONFEA), quanto às atividades e atribuições dos cargos e funções especializadas em questão.

A Braskem precisa imediatamente rever sua postura de acúmulo e desvio de função, pois quer fazer o trabalhador acreditar que tem capacidade técnica, somente com um curso obrigatório NR10 (40 horas) para manobras em subestação, haja vista que cada trabalhador foi contratado para desempenhar determinada função. Além disso, esquece da periculosidade da atividade petroquímica e expõe os trabalhadores a sérios riscos de acidentes.




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