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BRASKEM ELIMINA MAIS POSTOS DE TRABALHO NA MANUTENÇÃO

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Na semana passada a Braskem anunciou que vai diminuir um instrumentis­ta por grupo de turno e que isso ocorrerá a partir do dia 30 de março de 2016.

Atualmente são dois ins­trumentistas de turno que atendem a UNPOL: um na PE4 e PE6 e outro na PP1, PP2 e PE5. Com a mudan­ça, as cinco unidades serão atendidas apenas por um trabalhador.

Isso significa um acúmu­lo extraordinário de traba­lho, um desgaste para o trabalha­dor e também resultará na eli­minação de cinco postos de traba­lho.

Recente­mente tratamos nos nossos in­formativos que as empresas, neste caso a Braskem, vêm diminuindo sistematicamente os efetivos mínimos, inúmeras rotinas de manutenção, levando os equipamentos ao sucatea­mento, entre outras atitudes irresponsáveis com as condi­ções de trabalho e a seguran­ça. Reduzem, por exemplo, os técnicos de segurança em turno com o argumento de que passam por crise e pre­cisam reduzir custos.

Agora a Braskem está ti­rando mais um instrumen­tista do turno. Isso soma as reduções na manutenção em turno, onde já tirou os eletri­cistas. Ou seja, não há qual­quer preocupação, como viemos alertando, com a se­gurança da planta e dos tra­balhadores.

Para a Braskem não bas­tam os excelentes resultados anunciados ostensivamente, com elevação do valor de suas ações na bolsa e atingi­mento de níveis históricos de pro­dução, conforme ela mesmo divul­gou e reproduzi­mos no EM DIA 1747 (semana passada), como matéria de capa. Isto tudo não é suficiente, ela quer muito mais, nem que para isso precise “sacrificar” os trabalhadores, com sobre­carga de trabalho, aumento do risco de acidente e, in­clusive, com possibilidade maior de ocorrências que re­sultem em parada da planta com a perda de produção.

A pergunta que os tra­balhadores fazem é: qual é o limite desta desenfreada ganância?




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