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Braskem: é + em tudo, até na ganância

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Pagamento da PLR demonstra, mais uma vez, a forma discriminatória como a Braskem trata os trabalhadores, com altos privilégios para uma minoria e achatamento na PLR à esmagadora maioria

A Braskem, que cresceu recebendo incentivos fiscais e privilégios de sucessivos governos, demitindo e retirando direitos dos trabalhadores, é hoje a maior petroquímica brasileira. Detém 100% dos petroquímicos básicos, 100% da produção de polietileno e polipropileno, garantindo altíssimos ganhos em escala. Esta empresa também tem altos ganhos em pessoal, com centenas de demissões, que só no RS chegaram a 650 e com as poucas contratações com salários bem inferior aos dos demitidos. Conforme suas próprias informações, ela reduziu os gastos com salários e benefícios de 5% para 3% do faturamento do início de 2009 até fim de 2010.

Como se isso não bastasse, a empresa vem promovendo um verdadeiro abismo entre a PLR paga às centenas de trabalhadores e a que é paga às chefias. Neste ano, por exemplo, a elevação da PLR em função dos excelentes resultados, para os trabalhadores foi de 3%, enquanto que para as chefias foi de 30%. Ou seja, estes que já são beneficiados pelos seus altos salários, são ainda privilegiados com um aumento desproporcional na PLR.

Isto demonstra a diferença de tratamento que esta empresa dá aos seus trabalhadores. São altíssimos privilégios para um segmento minoritário e altíssimos prejuízos para a grande maioria.

Esta é uma situação inadmissível. São os trabalhadores que contribuem para que a empresa atinja seus excelentes resultados e não é aceitável que um pequeno grupo ganhe muito mais do que a grande maioria. A Comissão de PLR que discute a de 2012 (ano base 2011) deve estar atenta a estes critérios e não aceitar este tipo de injustiça.