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BRASKEM: ATÉ QUANDO VAI O DESCASO COM O REFEITÓRIO DOS TERCEIROS DA

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Na semana passada, o EM DIA relatou a ocorrência da falta de energia elétrica das 6h30 às 11h no Distrito dos Terceiros onde se encontra o refeitório e os vestiários dos trabalhadores. Nesta área, o fornecimento de  energia é realizado por uma concessionária externa e como não tem gerador para manter a eletricidade necessária para a realização da comida e das condições de mantê-la, poderia quase mil pessoas ficarem sem almoço ou ainda sofrerem algum distúrbio intestinal com uma comida mal acondicionada pela falta de eletricidade.

Salvos pela competência

Como já foi dito na edição anterior, graças ao empenho das/os trabalhadoras/os da Puras, que apesar da imensa sobre carga de trabalho, já que faltam trabalhadores para atenderem de forma correta as demandas do dia a dia; de nunca folgarem aos fim de semana, trabalhando no sábado e no domingo, folgando no meio da semana; de receberem um Vale Alimentação (VA) de apenas R$ 80,00; vestiários precários; sem higienização dos uniformes pela empresa; entre outros males, conseguiram atender a contento os quase mil trabalhadores.

Ainda assim, tudo isso só foi possível com a determinação do pessoal da elétrica da UNIB, tendo que conseguir um gerador, transportá-lo (movimentação de carga pesada), instalá-lo e fazê-lo funcionar em pouquíssimo tempo que tinham, realizando com muita técnica, perícia e trabalho em grupo, vencendo as burocracias do sistema e assim dando as condições mínimas para o pessoal da Puras atuar, pois a energia da concessionária só foi reestabelecida após às 15h.

Este “Sistema” que só trata de reduzir custos a qualquer preço, sem medir suas consequências não pode continuar. A única preocupação da direção da Braskem é cortar gastos mesmo que isto leve os trabalhadores a ficarem sem comida ou comerem algo que possa levar a algum problema de saúde. Esta política precarizante de RH já cortou o eletricista de turno; demitiu o eletricista do plantão noturno; está sempre querendo reduzir os valores de contrato das prestadoras de serviço. Este modelo diretivo da Braskem de redução imprudente de gastos, na produção já levou a vários acidentes de grande proporção e alguns considerados Acidentes Químicos Ampliados, podendo ocasionar grandes danos as vidas dos trabalhadores e ao meio ambiente no Polo Petroquímico do Sul e nos demais do País. Se a preocupação da direção da empresa pelo processo de produção é este, o que esperar dela pela alimentação dos trabalhadores e sua saúde?

Durante a Parada passada foi instalado um gerador no Distrito. Por que foi retirado? Que tipo de economia é está? Será que tratar centenas de trabalhadores por intoxicação, como já ocorreu na PE-4, não custará mais caro aos cofres da ganância impertinente da empresa? Será que teremos que solicitar intervenção externa para solucionar tais problemas? Será que a individualidade do PA de alguns prevalece sobre as condições básicas (alimentação e higiene) da coletividade?