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AUDIÊNCIA PÚBLICA TRATOU SOBRE REVISÕES DAS NORMAS DE SEGURANÇA – NR’S

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No dia 15/08 o SINDIPOLO participou, em Brasília, da Audiência Pública sobre as revisões das Normas Regulamentadoras de Segurança e Saúde do Trabalhador. A entidade esteve representando os interesses dos petroquímicos, mas também, pelo FSST-RS (Fórum Sindical da Saúde dos Trabalhadores) para as demais categorias atingidas por mais esta ação de precarização promovida pelo Governo Federal, onde impactará diretamente nas condições de segurança e saúde de milhares de pessoas.

A Audiência foi Convocada pela Comissão do Trabalho, Administração e Serviço Público da Câmara de Deputados Federal, solicitada pelo deputado Túlio Gadêlha (PDT/PE) e tivemos o apoio de deputado Elvino Bohn Gass (PT/RS), que estava atento e de imediato comunicou os trabalhadores para se fazerem presentes neste debate em nível nacional. O deputado já havia participado do debate promovido pelo FSST no dia 09/09, quando do lançamento do Manifesto de vários sindicatos, centrais sindicais e demais entidades, na defesa das NRs.

Na Audiência teve a apresentação dos argumentos do Governo através do Secretário Especial de Trabalho e Previdência do Ministério da Economia, Sr. Fernando Gallego; dos empresários, pelo Sr. Senhor Lourenço Rightti, representante da ABIMAQ; pelos trabalhadores e auditores fiscais do trabalho falou o representante do SINAIT (Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho), Sr. Carlos Fernando Filho; pela ANAMATRA a juíza Sra. Luciana Paula Conforti, e; pela Confederação Íbero Americana de Inspeção do Trabalho, a Sra. Aída Becker.

As exposições feitas nesta Audiência reiteraram as preocupações já manifestadas pelo SINDIPOLO, FSST e pela CUT junto com as demais centrais sindicais. As “revisões” propostas pelos patrões e seguidas a risca pelo governo federal nas NR’s representam uma precarização na segurança e saúde dos trabalhadores. Embora tenha o debate na Comissão Tripartite Paritária Permanente, a CTPP, a representação do governo sempre aponta para uma “arbitragem” se não tiver consenso entre as três representações.

Recentemente, o rompimento da Barragem de Brumadinho, deixou centenas de pessoas mortas e as que sobreviveram ficaram sem casa, sem renda, sem família e sem futuro. Isso tudo provavelmente em troca de uma produtividade maior, onde não foram respeitados as respectivas Normas Regulamentares de Segurança e Saúde do Trabalhador.

A atuação dos sindicatos, das Cipas, da CUT, do FSST e demais organizações que se preocupam com a vida e saúde da classe trabalhadora deve ter o apoio de todos, pois sem saúde a vida fica muito mais difícil no mundo do trabalho. Temos que melhorar as condições de trabalho e para isso as NR’s são fundamentais, pois ELAS SALVAM VIDAS!

 

 




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