Ato marcou os oito anos de criação da Braskem

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Os trabalhadores realizaram, no dia 16, um ato de protesto, marcando os oito anos de criação da Braskem. O ato aconteceu na Portaria da UNIB atrasando a entrada do ADM. Atividades como esta ocorreram nas demais unidades da Braskem no país.

Com faixas, panfleto e carros de som, os trabalhadores denunciaram as mais de 500 demissões feitas no Polo, a precarização das condições de trabalho e as sucessivas tentativas de retirar direitos dos trabalhadores. Mostraram que desde que a Braskem chegou ao Polo, os trabalhadores vivem pressionados, angustiados e tendo que lutar incansavelmente para defender os seus direitos.

Ascensão meteórica

A Odebrecht começou sua “escalada” no setor petroquímico com as privatizações do governo Collor, em 1992.  Em 2001, com a  compra da Copene e já com o controle de outras unidades do Polo baiano, já estava com cerca de 40% do setor petroquímico brasileiro. Com a implantação da Petroquímica Paulínia (SP), a compra do Grupo Ipiranga e a recente incorporação da Quattor (SP e RJ), ficou com 100% da produção de petroquímicos básicos, polietileno e polipropileno.

Mão amiga e generosa

Para chegar onde está hoje, a Odebrecht/Braskem foi movida pela sua ganância e voracidade megalomaníaca e doentia. Desde as privatizações, sempre contou com a mão amiga, a generosidade e os privilégios  do Estado brasileiro. Abocanhou 100% do setor, em discutíveis operações relâmpago.

Atrocidades

Para a Braskem, mesmo os absurdos e incalculáveis privilégios e recursos públicos, ainda não são suficientes. Para lucrar mais, comete verdadeiras atrocidades contra os trabalhadores. A começar pelo que fez na Bahia, em 2002, com centenas de demissões. Aqui, com a incorporação das empresas, já foram mais de 500. Além disso, rebaixou o padrão de assistência médica das unidades incorporadas; vem aprofundando e precarizando as condições de trabalho; desmontando as estruturas de segurança e escamoteando os acidentes. Também está liquidando com os Plano de previdência complementar – Fundação Martins Bastos, Triunfo Vida, CopesulPrev e o Plano Petros – que resultam em enormes prejuízos para os trabalhadores.

Unidade e solidariedade

As perversidades e as atrocidades contra os trabalhadores só não são maiores, porque estes reagem se mobilizam e denunciam o que esta empresa vem fazendo. Sistematicamente, realizam manifestações que demonstram a unidade e a solidariedade entre todos.

Como exemplo recente, temos a negociação de 2009,  a primeira em que a Braskem participa tendo o controle da maioria das empresas do Polo, nas quais trabalham mais de 80% dos petroquímicos gaúchos. Ela iniciou o processo com o objetivo de acabar com o Acordo Coletivo. Tentou tirar o que tinha de melhor e nivelar por baixo.  Mas, através de manifestação, de rejeições inequívocas das propostas e outros movimentos, os trabalhadores não só garantiram praticamente a totalidade do que tinha nos acordos, nivelando pelo que tinha de melhor, como também conseguiram várias outras conquistas.




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