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ACIDENTES E DOENÇAS DO TRABALHO

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UM ACIDENTE QUÍMICO AMPLIADO NO MÊS DE ABRIL

Ironica­mente, no mês de abril, quan­do é celebrado o Dia Mundial em Memória das Vítimas de Acidentes e Do­enças do Traba­lho, a coletivi­dade da cidade de Santos (SP) foi exposta, por longos oito dias a um incêndio na Ultracargo, em­presa do Grupo Ultra (con­trolador da Oxiteno no Polo do RS), que consumiu 30 mi­lhões de litros de gasolina e seis milhões de litros de álco­ol no terminal de Alemoa, na Baixada Santista.

Durante todo este tem­po, a comunidade ficou ex­posta ao resultado da quei­ma destes produtos, com efeitos que podem atingir gravemente sua saúde.

Segundo especialistas, os impactos ambientais cau­sados pelo acidente podem durar pelo menos cinco anos, pois houve contaminação da flora e fauna locais.

Para os trabalhadores, acidentes deste porte trans­cendem a linha do tempo com efeitos de médio e lon­go prazos nas populações e meio ambiente (efeitos te­ratogênicos, mutagênicos e outros), que podem atingir futuras gerações.

 

ATUAÇÃO SINDICAL

O SINDIPOLO tem sistematicamente intercedido junto às empresas com objetivo de buscar cada vez mais ambien­tes de trabalho seguros e saudáveis. Parte desta interlocu­ção tem sido no sentido de participarmos das investigações dos acidentes que têm ocorrido no Polo.

Como nossa reivindicação tem sido sempre rejeitada pelas empresas, resta como alternativa buscarmos o Poder Público (Mi­nistério do Trabalho e Emprego e Ministério Público do Trabalho).

É através destes órgãos públicos que conseguimos pas­sar nosso sentimento e visão sobre as ocorrências acidentá­rias e de adoecimentos.

Mas, independente desta iniciativa, continuamos bus­cando o diálogo com as empresas para que os problemas re­lacionados a saúde e segurança dos petroquímicos possam ser debatidos também entre empresa e sindicato.

Recentemente solicitamos reuniões e fomos recebidos por duas empresas do Polo que foram receptivas, abrindo um canal de comunicação para tratar estas questões. Estas duas reuniões foram demonstrações de que existe possibilidade de avanços no diálogo e nos busca de soluções conjuntas.

 

OUTRO ACIDENTE QUÍMICO AMPLIADO

No dia 11 de fevereiro, uma tragédia que poderia ter sido evitado, vitimou nove trabalhadores do navio-pla­taforma Cidade de São Ma­teus operado pela empresa BW Offshore e afretado pela Petrobrás.

Segundo depoimento de um cipeiro para a Agência Nacional do Petróleo (ANP), já haviam acontecido anteriormen­te, diversas ocorrências anunciando o acidente.

Ele reve­lou à agên­cia o passo a passo do que conside­ra como uma tragédia anunciada.

“Eu estou colocando o meu emprego em risco. Sei que posso sofrer retalia­ções, mas não vou sofrer mais que os familiares dos meus companheiros que morreram em um acidente que poderia ter sido evita­do”, declarou ele.

 

É PRECISO PREVENIR

Não podemos aceitar que acidentes e adoecimentos façam parte da rotina dos trabalhadores e repudiamos o desmonte dos órgãos públicos responsáveis pelas fiscalizações.

A prevenção continua sendo fundamental. Isso passa por uma gestão responsável, com foco efetivo na segurança, dei­xando de lado interferências de outros setores das empresas, principalmente os que têm como referência apenas aspectos financeiros. É comum, neste caso, o cerceamento de iniciativas de outros setores responsáveis e conhecedores das necessida­des para que tenhamos um meio ambiente de trabalho mais saudável e seguro.

É preciso que as empresas, de modo geral, entendam quea saúde e a vida dos trabalhadores não têm preço e não pode ser secundarizada em nome do lucro.

 

OS NÚMEROS DA

PREVIDÊNCIA NO RS EM 2014

Os dados do INSS no RS em 2014 não deixam dúvidas quanto a necessidade de mudar o quadro que se tem hoje quanto a acidentes e adoecimentos no trabalho.

Em 2014 foram concedidos 62.157 benefícios acidentá­rios. Isto representa 2,5% do total dos benefícos no Brasil, que foi 861.129.

Já as pensões por morte por acidente do trabalho so­maram 7.098 no RS, sendo 6.969 urbana e 129 rural. Relati­vo ao auxilio por acidente do trabalho foram 19.817, sendo 18.355 urbana e 1.462 na área rural.




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