ACIDENTE NA BRASKEM SERÁ ACOMPANHADO PELA AL/RS

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Na audiência pública realizada no dia 9/05 na Comissão de Saúde e Meio Ambiente da Assembleia Legislativa foi colocada a possibilidade de constituição de uma  Frente Parlamentar que, entre outras funções, deverá acompanhar os desdobramentos do acidente químico ampliado ocorrido na Braskem nos dias 22 e 29 de fevereiro.

Também foi deliberado que os deputados farão uma visita ao Polo, para verificar no local as condições de segurança e buscar detalhes do acidente. A audiência foi pedida pelo Sindipolo ao Deputado Raul Pont, que solicitou à mesma à ALRS.

Inquérito Civil Público

Segundo o representante da Superintendência Regional do Trabalho (SRTE) na audiência,  não está descartada a instauração de inquérito civil público junto ao Ministério Público do Trabalho, para exigir da Braskem que tome providências efetivas de forma a evitar novos acidentes na planta.

Nos acidentes, principalmente o do dia 29, houve emanação de gases/vapores de nafta com o adernamento/afundamento do teto flutuante de um dos seis tanques que armazenam o produto. Na ocasião, a empresa não tomou todas as medidas de moni-toramento e prevenção adequadas para estes casos.

Garantir a segurança

Em sua apresentação, o Sindipolo destacou que o objetivo dos trabalhadores é garantir a segurança da categoria, evitar danos ao meio ambiente e, principalmente, a ocorrência de novos acidentes, cujas proporções são difíceis de dimensionar. Enumerou diversas medidas que estão sendo buscadas pela entidade, como aumento do efetivo de técnicos de segurança e operadores, redução da rotatividade dos efetivos, investimentos em manutenção preventiva e aumento do treinamento e valorização, entre outros itens.

Com a solicitação de fiscalização feita à Superintendência Regional do Trabalho (SRTE), houve a realização de reuniões entre os sindicatos, a empresa e órgãos públicos para discutir a situação.

Nestes encontros, os sindicatos têm apresentado suas contrariedades e se colocado à disposição para apontar os problemas que tem detectado no meio ambiente de trabalho na planta da UNIB/RS.

Ponta do iceberg

Para o Sindicato, este acidente mostra apenas a ponta de um iceberg. A entidade vem alertando há tempos, que há redução drástica dos efetivos de segurança e de operação, assim como de investimentos em manutenção preventivas.

Gestão equivocada

O auditor fiscal do trabalho que vem acompanhando a questão, destacou que o acidente foi resultado de uma condição pregressa, por decisões que não observaram seriamente as questões de segurança. “A Braskem precisa reconhecer que este acidente aconteceu por falhas em equipamentos que já eram conhecidas”. Segundo ele, a política de gestão adotada pela empresa é incompatível com a operação de uma planta petroquímica. “São problemas conceituais no gerenciamento da empresa que precisam ser resolvidos”, disse ele.

Na audiência, o Sindipolo reafirmou seu propósito de continuar atuando de forma responsável em defesa da saúde e segurança de seus representados. Neste sentido, continuará acompanhando os desdobramentos do acidente.

Técnicos capacitados

Entendemos que o efetivo técnico, tem plena capacidade para o desempenho de suas tarefas,  na busca de um ambiente seguro. Isso se a gestão da empresa não atrapalhar.

Em reunião com data a ser agendada, a Braskem fará a exposição da investigação do acidente na SRTE, com a participação dos membros que vem discutindo o assunto, mais os participantes dos Ministério Público do Trabalho e Ministério Público Estadual.

Participaram da audiência o Sindiconstrupolo, FUP, CUT, SINDIÁGUA, Petroleiros do RS, Ministério Público de Triunfo, Fepam, e Secretaria Estadual de Saúde.




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