Acidente na Braskem: não foi por falta de alerta

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Os trabalhadores tem denunciado, em nível nacional, o descaso com a  segurança nas unidades da Braskem, fruto de uma política de economia perversa, que vai desde  redução de pessoal e até de peças de reposição para manutenção.

Portanto, não surpreende os dois acidentes na Braskem em Maceió, que levou mais de 150 pessoas ao Hospital, feriu cinco trabalhadores e causou graves danos ambientais.

A questão da segurança nas unidades da empresa foi tema de um encontro nacional, organizado pelo Sindipolo e demais sindicatos dos trabalhadores da Braskem em nível nacional, em 2010.

 

Os acidentes

No dia 21, por volta das 19h, uma explosão causou um grande vazamento de cloro na Braskem, com uma grande nuvem de fumaça tóxica,  que durou quase uma hora. O acidente   paralisou as atividades na fábrica e  atingiu a comunidade próxima a unidade. Mais de 150 pessoas precisaram ser atendidas nas emergências hospitalares de Alagoas, sendo 22 crianças. O evento causou pânico na população. Dos atendidos, mais de 30 tiveram que ficar hospitalizados, em observação.

No dia 23, cerca de 3h, mesmo com a produção paralisada, ocorreu um novo acidente, agora com rompimento de uma tubulação na Unidade de Cloro Soda. Neste, cinco trabalhadores montadores de andaime da terceirizada  Mills que estavam próximos ao local foram atingidos, ficando quatro hospitalizados.

 

Não bastam multas

Os acidentes deverão impor uma multa pesada à Braskem pelos órgãos ambientais, que já abriram processo administrativo para apurar as ocorrências.  O valor dependerá do grau de dano  ao meio ambiente. Uma das preocupações é em relação a água, já que a unidade da Braskem fica entre o mar e uma lagoa onde a pesca é fonte de sobrevivência para muitas famílias.

Para os trabalhadores, a aplicação de multas é necessária, mas não pode ser a única penalização. É preciso que os órgãos públicos exijam medidas imediatas da empresa para impedir estes acidentes. Também que as questões de manutenção preventiva sejam priorizadas pela empresa. O que se vê hoje é um absoluto descaso com as questões envolvendo a segurança nas plantas.




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