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A farsa do acidente zero na Planta de Eteno Verde

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A farsa do acidente zero na planta de Eteno Verde

A Odebrecht/Braskem anuncia aos quatro cantos o fato “inédito” da implantação da planta de eteno verde sem a ocorrência de acidentes. Inclusive numa apresentação ao Sindipolo, quando tratávamos do regime de trabalho para partida da planta, trouxe dados e estatísticas “comprovando” este ineditismo.

Nas obras de montagem de uma planta petroquímica é humanamente impossível que não ocorram acidentes. Mesmo que existam procedimentos rigorosos de segurança.

A quem a Odebrecht quer enganar? Será que pensa que os trabalhadores são bobos? O que estão tentanto, não passa de uma provocação e um desrespeito ao discernimento da categoria. Muitos petroquímicos já trabalharam em obras de novas unidades e sabem que é difícil não ocorrerem acidentes.

Ao lado  reproduzimos um texto do boletim do Sindiconstrupolo, onde deixa clara a farsa do acidente zero na planta do eteno verde.

 

Eteno Verde X Eteno Vermelho
A Odebrecht, com a obra do “Eteno Verde”, vende uma imagem para os trabalhadores do Pólo Petroquímico e também para a comunidade nacional e internacional, como se fosse a obra mais segura do mundo no segmento. Aparentemente as condições de trabalho parecem seguras. As regras de segurança no papel parecem ser as melhores aplicáveis, quando na verdade a realidade é bem diferente. Mas a Odebrecht segue com a bandeira de que a obra ostentaria a marca de acidente ZERO, o que representa uma mentira.

Na verdade cotidiana a que são submetidos os trabalhadores da obra, existem inúmeros desrespeitos às regras mínimas de segurança, sendo que não raros até o momento foram os casos de trabalhadores acidentados, e que mesmo acidentados tiveram que seguir laborando para que não fossem registrados oficialmente os acidentes na obra.

Existem denúncias feitas ao sindicato de que a Odebrecht, ao constatar a ocorrência de um acidente nas dependências da obra, acaba deslocando o trabalhador para funções que demandem menor esforço físico, evitando assim o afastamento e o registro do acidente nas estatísticas oficiais. Some-se a isso, as informações de que os trabalhadores acidentados passam a laborar em setores mais velados, de modo que não fiquem expostos aos demais e aos sindicalistas.

Isto é uma vergonha! Como pode estas empresas quererem ser modelo de empresa internacional? Estão mais perto de serem empresas escravagistas!

Que o discurso de todos os dias é de “acidente zero” e que não existe pressão! Tudo isso é uma grande mentira e um enorme desrespeito com os trabalhadores, pois o que acontece é zero de REGISTRO OFICIAL de acidentes. Eles ainda têm a capacidade de mentir para o sindicato, dizendo que está tudo bem. Estão sonhando? Quem eles querem enganar? Chega de mentiras, chega de enrolação!

A primeira obra do mundo do dito Eteno Verde está sendo construída com muito dinheiro público do BNDES, ou seja, dinheiro do povo que estas empresas obtém de forma muito facilitada, dizendo que está gerando emprego com segurança, pois no registro oficial nada fica gravado. De Eteno Verde na verdade não tem nada. O que tem é o Eteno Vermelho do sangue dos trabalhadores que está sendo derramado na obra, seja através de fraturas ou de outros tipos de ferimentos originados pelas más condições de trabalho!

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