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8%: MAIS UMA PROVOCAÇÃO À CATEGORIA

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Na reunião dia 26/10, as empresas vieram com proposta de reajuste de 8%, reiteraram a manutenção do Acordo e a extensão da cláusula de liberação para atendimento de emergência médico familiar e THM de 200 horas a partir de janeiro/2012a todos os trabalhadores. Também apresentaram correção do piso salarial de R$ 700,00 para R$ 814,00, auxílio para filho com necessidades especiais de R$ 500,00 para R$ 581,00 e querem o fechamento da negociação/2010 com os 7,7% rejeitados pela categoria e incluídos na folha.

Esta proposta foi rejeitada pelo Sindicato imediatamente após sua apresentação pelas empresas. Foi reiterada a proposta dos trabalhadores, de reajuste de 13,6%, auxílio educação de R$ 1.500,00; THM de 200 horas a partir de outubro/2011; licença-maternidade de seis meses; abono de férias de 1,33 salários; HE a 120%; indenização de um salário aos demitidos com mais de 45 anos; data-base setembro; acordo por um ano; novo plano de saúde Braskem e demais questões da nossa pauta.

Uma proposta séria a ser levada à categoria

As empresas reclamam da rejeição, na mesa, das propostas de 7,8% e 8%. Também da reafirmação da proposta de 13,6% aprovada pelos trabalhadores. Só que, com o que estão apresentando, sequer é possível levar à apreciação da categoria.

Uma proposta será levada para apreciação dos trabalhadores, quando as empresas “entrarem” de fato na negociação e não apresentando propostas que já “nascem mortas”. Caso dos 7,8% e 8% (rejeitados na BA e AL), apresentados nos dias 18 e 26 de outubro, respectivamente.

Manifestação com os turneiros

Os turneiros realizaram, das 11h30 do dia 26 até após as 4h do dia 27,  paralisação do turno que iniciava a zero hora. Cerca de 150 turneiros ficaram paralisados no recuo do posto de combustível próximo a Polícia Rodoviária, no km 423,da BR 386 (Tabaí/Canoas).

A atividade foi uma resposta da categoria à proposta de 8% oferecida pelas empresas. Esta foi mais uma afronta e uma provocação das empresas aos trabalhadores.

Foram duas paralisações em uma semana. No dia 19/10, já havia sido feita uma manifestação envolvendo todos os trabalhadores administrativos mais os de um grupo de turno.

Chega de provocação!

Depois de todos os recados dados, inclusive diretamente pela categoria, com duas paralisações em uma semana, a expectativa era que as empresas viessem, de fato, para a negociação. Que parassem com provocações e afronta à categoria.

Primeiro apresentaram 7,8% de reajuste, quando em AL e na BA, já havia sido rejeitado pelos trabalhadores uma proposta de 8%. Qualquer pessoa de sã consciência, jamais cogitaria que, numa segunda rodada, as empresas apresentariam uma proposta de 8% que já havia sido rejeitada.

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