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6,5%: UMA PROPOSTA QUE NASCEU “MORTA” UMA CRONOLOGIA QUE FALA PO

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03, 04 e 05 de setembro – Assembleias de aprovação da pauta de reivindicações;

13 de setembro – Entrega da pauta de reivindicações ao Sindiquim;

04 de novembro – Primeira reunião de negociação, com apresentação/defesa da pauta;

14 de novembro – Segunda reunião, com a proposta das empresas de 6,5%;

25 de novembro – Empresas cancelam reunião. Sindicato formaliza rejeição dos 6,5%.

Num momento em já encerraram várias negociações do segundo semestre, com reajustes salariais que variaram de 7,5% a 9%, nós, que tínhamos a expectativa de que,  numa reunião agendada para o dia 25, fosse apresentada umaproposta DE FATO, fomos surpreendidos com o cancelamento da reunião.

Tínhamos o indicativo de assembleias para esta semana, inclusive com nova proposta a ser apreciada pela categoria.  Mas com o cancelamento da reunião do dia 25, depois de intensas manifestações dos trabalhadores contrários a proposta de 6,5% , formalizamos às empresas, a sua rejeição e a expectativa de nova reunião para darmos seqüência à negociação.

PROPOSTA NÃO ATENDE

É evidente que as empresas sabem que a proposta de 6,5% e nenhum outro avanço, está distante de atender os trabalhadores. Elas poderiam perfeitamente, independente de uma posição formal ou não de rejeição da proposta, apresentar uma proposta razoável, para ser levada às assembleias dos trabalhadores.

Estamos negociando todo o Acordo Coletivo e, além de um reajuste salarial razoável, também têm importantes questões, entre elas auxílio-educação para os trabalhadores da Lanxess KELL, Innova, Oxiteno e Borealis; abono de férias de 100% do salário, mais 1/3 de lei; vale-alimentação de R$ 300,00; HE a 120%, entre várias outras questões, que são determinantes para o fechamento da negociação.

EXEMPLOS

Muito do que reivindicamos, já é praticado aqui e em outras regiões. Um exemplo é o auxílio-educação, hoje de R$ 1.290,00 por semestre/núcleo familiar, conquistado pelos trabalhadores da Braskem RS, que não  contempla os da Innova, Borealis, Oxiteno e Lanxess KELL. Outro exemplo é o abono de férias, que é de 80% de um salário, mas 1/3 de lei, na BA e AL e aqui é de 66,7%.

Os trabalhadores estão atentos ao que as empresas estão tentando nesta negociação, e reagirão fortemente se não houver avanços efetivos na proposta.