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31-TQ-02: CONTINUAM MUITAS DÚVIDAS

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No dia 19/04, ocorreu a 3° reunião no SRTE/RS  entre a Braskem e os sindicatos (Sindipolo, Sindiágua, Sindiconstrupolo e Sindicato dos Metalúrgicos de Canoas) para dar continuidade às tratativas que vem ocorrendo entre a empresa, a Superintendência e as representações sindicais relativas a emanação de gases de nafta a partir do adernamento do teto do 31-TQ-02 no final do mês de fevereiro.

A SRTE, desde o início de sua fiscalização, direcionou o processo para oportunizar  manifestações das partes interessadas, envolvidas no Acidente Químico Ampliado na área da Braskem.

Este posicionamento da SRTE proporcionou, na visão do Sindipolo, medidas cabí-veis, evitando uma possível interdição de alguns equipa-mentos que não estariam com os seus sistemas de segurança 100% em condições.

QUAL A CAUSA?

A empresa relatou que modificou seus procedimentos em relação aos demais tanques de nafta. Com isso, os drenos destes devem permanecer abertos. A SRTE determinou a Braskem para que apresente, no menor espaço de tempo, as causas diretas e subjacentes que levaram a esta grave ocorrência e quais serão as medidas para que não ocorram novamente.

A Braskem fez a apresentação técnica sobre o acidente no tanque, mas sem apresentar as possíveis causas, mostrando a situação atual do equipamento que continua com um nível de seis metros de água e o teto com um dos lados já totalmente imerso nesta água conta-minada. Também foi apresentado pela empresa um plano de evasão dos trabalhadores em caso de novas emergências de tal magnitude. Nesta, observamos que alguns pontos estavam sem embasamento prático.

Para a SRTE este acidente é típico de “bibliografia”, e quando estes tipos de aci-dentes começam a aparecer, é porque os eventos de baixa probabilidade não estão sendo devidamente sanado pelos gestores.

Foi citado o acidente na tubulação de VS da Utilidades, o vazamento de nafta que foi para no SITEL, o vazamento de produto não esclarecido, que levou a remoção de fauna e flora da Bacia 7, entre outros infelizes acidentes de médio e grande porte que vem ocorrendo nas áreas da Braskem.

BAIXOS EFETIVOS

Os sindicatos novamente colocaram entre as causas destes eventos, a diminuição do efetivo mínimo das unidades, da redução dos TS junto as unidades operacionais em turno, medições de condições ambientais que eram executadas pelos TS e foram transferidas para os operadores, baixa senioridade em todos os setores, além da condição permanente de redução de custo a qualquer preço (palavra de ordem na Braskem) que sempre é cobrado em uma ordem hierárquica que vem da direção até o chão de fábrica.

Como não bastasse, tem ainda, com igual importância, o modelo de trabalho segregado que a Braskem impõe através da sistemática do PA (Programa de Ação). Uma visão sectária, que prega o individualismo. Some-se a isto, o ambiente de trabalho periculoso e insalubre, que agregam com os demais itens citados, possibilidades que acidentes desta magnitude aconteçam.

Nesta reunião, novamente solicitamos que a empresa busque, diretamente com os sindicatos, formas de melhorar as condições de trabalho. Que possam ser debatidas as melhorias possíveis e revisões necessárias no dia a dia dos petroquímicos.

 

O QUE ESTÁ PENDENTE…

1) Conversa entre sindicatos e Braskem onde evolua o debate sobre o 31 TQ 02 e a ocorrência de outros acidentes;

2) Apresentação final sobre o estudo de causas realizado pela Braskem com a participação da CIPA sobre o 31 TQ 02 a SRTE e aos sindicatos;

3) Indicação de médicos pelos sindicatos e pela empresa para analisarem junto com a SRTE os exames de monitoramento realizados durante o evento do tanque;

4) Apresentação da Braskem sobre o Plano de investimento e Análises de Riscos (Gestão de Risco Tecnológico) com a participação dos sindicatos.

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