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28 DE ABRIL – DIA MUNDIAL EM MEMÓRIA ÀS VÍTIMAS DE ACIDENTES E DOEN

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No dia que mundial­mente lembramos as vítimas de acidentes e doenças do traba­lho estamos frente a ameaça de uma preca­rização que vai impac­tar de maneira ainda mais forte os nossos meios ambientes de trabalho.

 

Trata-se da consequên­cia da aprovação do PL 4330, que prevê a terceirização geral e irrestrita de todos os tipos de serviços em uma empresa, que está em trami­tação no Congresso Nacio­nal.

A REALIDADE HOJE

Hoje lidamos com um ambiente de trabalho que parece compatível com a qualidade de vida que busca­mos, mas que na realidade, está distante do que deveria ser. Com a ampliação das ter­ceirizações, onde, reconheci­damente, estão mais de 80% dos acidentes e adoecimen­tos do trabalho, este quadro tende a se agravar em muito. É neste segmento que acon­tecem muitos acidentes com mortes, que poderiam ter sido evitados, se fossem ob­servados os cuidados com­patíveis que todo o trabalha­dor tem direito.

A continuidade das sub­notificações de acidentes e adoecimentos nas empresas contratantes já é preocupante. Mas é ainda mais grave entre as contratadas (terceiras).

A busca incessante de fatores externos para desca­racterizar o Nexo Causal de adoecimentos oriundos do ambiente de trabalho nas em­presas é recorrente e muito grave. No geral passam a res­ponsabilidade para o traba­lhador a fim de se eximirem dos custos advindos dos maus cuidados. De modo geral não fazem a necessária relação en­tre o ambiente de trabalho e o ambiente externo.

UMA REFLEXÃO NECESSÁRIA

No momento em que os órgãos públicos fiscalizado­res encontram-se sucateados e defasados de profissionais habilitados, há de se ter maior cuidado com os nossos locais de trabalho. É preciso uma busca incessante para tornar o trabalho um fator de saúde e não de adoecimento.

As atuais gestões das em­presas criam um ambiente competitivo e procuram trans­formar o trabalhador numa pessoa sobrecarregada, indi­vidualista e, por conseguinte, suscetível a somatização dos problemas advindos do traba­lho. Com isto a tendência é o aparecimento de adoecimen­tos, cuja correlação do nexo causal é sempre relegado à vida fora da empresa.

Uma condição funda­mental para mudar o atual quadro, é que os trabalhado­res identifiquem as gestões que levam ao adoecimento mental e físico. Por isso é preciso uma interação maior dos trabalhadores com seus representantes legais. É um primeiro passo para que pos­samos tratar e procurar re­verter este cenário.




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