2ª REUNIÃO DE “NEGOCIAÇÃO” – PLR BRASKEM 2019

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Na quinta-feira (02), ocorreu a 2ª Reunião da Comissão de Participação nos Lucros e Resultados (PLR) 2019 da Braskem Sul. A reunião anterior, ocorreu em 29/03, e foi a primeira de 2019 (Em Dia 1908), onde foram apresentadas alternativas e propostas de melhorias na forma do cálculo e Acordo de PLR.

Nessa 2ª reunião, a empresa respondeu às propostas apresentadas na reunião anterior. Uma das pendências dos representantes da empresa era informar o histórico de valores montantes de PLR (pactuado X realizado). Pelas informações repassadas (soma dos Grupos 1 e 2), observa-se que, do valor disponibilizado para ser distribuído para cerca de 7.800 trabalhadores em 2018, em torno de 6% não foi distribuído, ou seja, ficou no caixa da empresa.

A média aritmética do valor total de PLR 2018 para o total de trabalhadores, daria um valor aproximado de R$ 40 mil para cada um. Isso demostra que há uma desproporcionalidade gigantesca de valores de PLR entre os que compõem o Grupo 1 (formado por todos, menos os gerentes e diretores), e o Grupo 2 (formado pelos gerentes e diretores).

Pelo que se percebe, o Grupo 1, que “CARREGA O PIANO”, recebe as “migalhas” e para a “tropa de elite” do Grupo 2, se vão os “milhões”!

 

Avanços necessários

 

As demais propostas de melhorias apresentadas, e agora respondidas pela empresa, foram as seguintes:

?Ampliação do período de 3 para 6 meses, dentro do ano fiscal, nos casos de afastamentos do trabalhador por acidente ou doença não ocupacionais, sem prejuízo na PLR

?A empresa disse que NÃO era possível atingir essa demanda. Para tanto, ardilosamente, utiliza uma referência feita pela Comissão durante os debates como conceito, visando legitimar a sua injustificável negativa. Para a Comissão esse ponto não tem impacto à empresa, pois os valores já estão definidos, porém é de grande valia para quem a recebe, num momento de fragilidade física e/ou mental. Sabemos que as doenças não ocupacionais existentes no Polo Petroquímico, em sua grande maioria, têm na sua origem nexo com o trabalho, pois são acumulativas, e sob hipótese alguma podem ser dissociadas.

A cada dia que passa mais e mais trabalhadores sofrem fisica e psicologicamente com as altas demandas e pressões por maior produtividade. Agravamento esse, dado pelas jornadas extra-oficiais dos que continuam trabalhando pelo celular e notebooks, pois deixam de conviver com a sua família, para dar conta de tantas atividades pendentes do trabalho. Assim sendo, é correto e devido que esse trabalhador não seja penalizado.

?Seja computado na proporcionalidade da PLR a ser paga, o período de aviso-prévio, quando do desligamento do trabalhador.

?A Empresa também disse NÃO para esta proposta, pois ela entende que a PLR foi estabelecida como instrumento de incentivo à produtividade. Na visão da Braskem, se não produziu, não recebe PLR, desconsiderando a evolução da legislação na proteção ao trabalhador com o aviso-prévio.

Sobre essa questão, mais uma vez está claro que a empresa está equivocada, pois estamos falando do aviso-prévio indenizado, ou seja, ao trabalhador foi negado o direito de trabalhar durante o período de aviso. Portanto, não contribuiu de modo efetivo para o resultado porque a empresa não permitiu! Para tanto é correto afirmar que esse período também deve ser contabilizado.

?Tornar mais objetiva e de melhor entendimento a lógica PLR da Braskem. Neste sentido foi proposto que nos 50% que formam o valor da PLR com parcela Econômico/Financeira, não ocorra interferência no seu resultado pelo percentual que será obtido na parcela Operacional através do Programa de Ação (PA), sendo esta Parcela Econômica o resultado apurado somente do EBITDA. Também que os outros 50% que completam o valor total a ser pago, continuem sendo compostos pela realização das metas do PA, evitando que esta Parcela Operacional não reduza a Parcela Econômica, pois o PA nunca chega a 100%, gerando um efeito redutor e desmotivador.

Novamente a Empresa diz NÃO, afirmando que os PA’s medem a contribuição individual para o alcance do resultado da empresa, mantendo a mesma redação no Acordo sobre esta questão.

Ainda na tentativa de gerar algum avanço, mesmo que mínimo, na Política de PLR da Braskem para 2019, a Comissão apresentou uma proposta mediadora para esta questão, que consiste em:

Reconsiderar a Parcela do EBITDA, atualmente de 50%, para 40%;

Que a Parcela Operacional seja alterada para 40%. No Acordo de 2018 está com 50%;

E a Parcela Atribuída que, atualmente está embutida dentro da PA, com peso de 20%, seja desmembrada da sua composição e passe estes percentuais para fora do PA, sem a incidência no resultado da Parcela Econômica (EBITDA).

A Empresa, embora tenha a intenção te tornar o cálculo da PLR menos complexo, NÃO concorda em realizar alterações nas regras atuais.
POSIÇÃO DO SINDIPOLO

Considerando as negativas da empresa às propostas de melhorias no Acordo e Cálculo da PLR Braskem 2019, o SINDIPOLO não vê como assinar tal Acordo. A proposta apresentada pela Empresa repete a de 2018, perdendo a oportunidade de ser protagonista de um incentivo maior a seus trabalhadores.

O Sindicato entende que essas questões são simples de serem implantadas e dependem apenas de boa vontade da empresa em querer realmente realizar uma justa distribuição para os geradores diretos dos seus lucros, que são os TRABALHADORES!

O SINDIPOLO continuará mobilizando a categoria, com informações e debates a respeito da PLR, para buscar avanços nesta remuneração.

 




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