BRASKEM NÃO AVANÇA NA PROPOSTA DE PLR

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Mais uma vez a empresa impõe sua força e poder de intimidação, para aprovar

a engessada proposta de PLR que não atende às expectativas dos trabalhadores.

Entre as propostas de melhorias apresentadas na reunião anterior e divulgadas no EM DIA 1870, apenas o item 9 foi atendido parcialmente.

Após exaustivo debate, os gerentes e demais representantes da empresa aceitaram uma nova redação que não penaliza tanto os trabalhadores que se afastarem por motivos de acidente do trabalho ou doenças não ocupacionais. Assim estes, quando afastados até 90 dias, dentro do mesmo ano fiscal, não terão suas PLR diminuídas, só o excedente a este período, desde que tenha trabalhado no mínimo seis meses deste

mesmo ano. A “aritmética” engenhosa é fruto da Braskem para dificultar o pagamento

da PLR.

LUCROS ALTOS E PLR CONGELADA

A Braskem, que a cada ano vem tendo ótimos resultados, faz questão de compartilhar esses resultados generosamente com seus altos escalões. Para os demais trabalhadores, utiliza-se de uma forte engenharia de cálculos e regras recheados de análises de aferições, altamente subjetivas, visando dificultar o entendimento da formação do cálculo de PLR, bem como o atingimento. Esta prática contrapõe a

própria Lei 10.101 que estabelece que as regras devam ser claras e objetivas.

Como consequência, a Braskem paga aos trabalhadores uma PLR de difícil atingimento, que há anos fica numa média de dois salários.

Enquanto isso, os lucros, sejam pelo EBITDA Operacional ou mesmo pelo Lucro Líquido, vem enchendo os bolsos daqueles que visam só especulação

financeira do negócio petroquímico. Pois se é PLR, deveria ter uma sintonia com o resultado do EBITDA da Braskem, e não com o que as outras empresas estão pagando de PLR, muitas delas de outros ramos industrial/ comercial. A empresa sempre diz que

PLR não é salário, mas é assim que ela age, fazendo da PLR um complemento

salarial anual. Trocando em miúdos, as empresas se combinam para rebaixarem

PLR, salários e benefícios de todos os trabalhadores.

NOSSA LUTA CONTINUA

Em anos anteriores, antes da posição monolítica da Braskem na petroquímica

nacional, quando tínhamos uma menor escala da produção de produtos petroquímicos por empresa, plantas menores, um número maior de trabalhadores,

menor número de acidentes pessoais e operacionais, os valores de PLR por empresa eram muito mais significativos e correlacionados com os resultados das empresas. Com a chegada da Odebrecht na petroquímica, muitos princípios foram rompidos.

Buscando cada vez mais lucro para o acionista majoritário, que ainda não

satisfeito, faz com que seus gestores reduzam salários, plano de saúde, PLR,

postos de trabalho, aumentem a terceirização, entre outras precarizações

para o trabalhador petroquímico. Não sabemos ainda se a vida dos trabalhadores será pior ou melhor se o modelo de gestão da Odebrecht deixar de nortear o setor, mas independentemente disso, nossas lutas por respeito e dignidade em nossos locais de trabalho e na sociedade como um todo continuarão.

A luta por uma PLR justa e igualitária permanecerá.

 

 

 

 

 




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