REUNIÃO COM A ARLANXEO

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No último dia 6 de junho o SINDIPOLO esteve reunido com a ARLANXEO para tratar de alguns temas que estão cau­sando preocupação aos traba­lhadores. As demandas foram devidamente encaminhadas, dentro das possibilidades de cada tema.

DEMISSÕES POR “ACORDO MÚTUO”

A empresa iniciou a prática de des­ligamentos, com base no art. 484 – A, que veio com intenção de aplicar um “distrato civil” no âmbito do direito do trabalho. O SINDIPOLO afirmou que há evidente desconsideração de elementos essenciais ao Direito do Trabalho e que o referido artigo, vem sendo questiona­do por considerar em plena paridade as partes que negociam o acordo o que evi­dentemente não é possível. Reafirma­mos que acordos nestes moldes serão devidamente ressalvados no momento da homologação. A Arlanxeo apresentou o seu plano de transição/acordo ofereci­do que tem como base as disposições do referido artigo e que além disso oferece 24 meses de plano de saúde e 2 anos do auxílio Odontológico/ Medicamentos e Oftálmico (OMO), este último indeniza­do no momento da rescisão. Programas que preveem um desligamento plane­jado e que valorizem o trabalhador são bem-vindos e é o mínimo que se espera depois de mais de 30 anos de trabalho. No entanto, a perda de 20% da multa do FGTS e metade do aviso prévio não é compensado pelo que é oferecido a mais pelo programa.

HORAS EXTRAS – NO TURNO TSR

Houve solicitação pela Arlanxeo para que os trabalhadores de turno da TSR lançassem as horas extras geradas no DDS (15 minutos antes do início do turno) no banco de horas. Não se discute a pertinência e valor do DDS, mas há na solicitação um claro descumprimento do acordo que prevê que a empresa “con­cederá a opção de folga compensatória das horas extras realizadas…”. Opção é quando o trabalhador, no uso da facul­dade prevista em acordo, escolhe o que lhe convém, segundo os seus próprios cri­térios e preferência. Se não houver opção pela folga compensatória as horas extras tem que ser pagas. Neste tema a empresa afirma que vai manter o DDS e procurar so­lução num prazo de 30 dias. O que os tra­balhadores esperam é que a solução não ignore a legislação e o Acordo Coletivo.

HPE – TREINAMENTOS NO FOLGÃO

Os treinamentos de brigada de in­cêndio são uma prática em todas as em­presas e a Arlanxeo alterou o seu calen­dário de treinamentos para um único dia. No caso dos trabalhadores da HPE, o trei­namento passou a ser feito em um dia no folgão, por razões que vão desde a dis­ponibilidade do CTCI, até as compatibili­dades com a tabela de turno. A empresa alega que foi feita pesquisa onde a maio­ria decidiu manter os dois treinamentos para 2018 ainda pendentes (Grupo 1 e 4), mas de qualquer forma será criado um grupo de trabalho para estudar ou­tras possibilidades. O SINDIPOLO parti­cipará desta análise visando uma melhor alternativa, que de preferência não afete o folgão dos trabalhadores.

PETROS

Aos trabalhadores assistidos pela PE­TROS é garantido o repasse do reajuste praticado aos trabalhadores da ativa. O reajustamento ainda não ocorreu por fal­ta de um comunicado da empresa com o fechamento do acordo ocorrido. A ques­tão, segundo a empresa, já estava sendo tratada e deveria ser encaminhada nos próximos dias.

DIÁLOGO

Negociações que priorizem o diálo­go tendem a trazer sempre as melhores soluções. Vamos aguardar os desdobra­mentos da reunião.

 

 

 




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