PARADA DE MANUTENÇÃO 2018 – BRASKEM – Q2

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Após 50 dias de Parada, (no dia 30/04/2018 ainda ti­nha área por partir), segun­do relatos de trabalhadores diretamente envolvidos na Parada, pode-se concluir que nem tudo foi maravilhoso como consta nos informati­vos da empresa.

O principal e mais grave problema foi de planejamen­to e falta de mão de obra, em especial caldeiraria. Dia­riamente os programadores de manutenção eram obriga­dos a mendigarem por mão de obra. Por este motivo os serviços foram se arrastan­do nas áreas. Na véspera de partir algumas áreas, conti­nuava a falta de caldeiraria, mas devido aos contratos estarem vencendo, os traba­lhadores eram dispensados.

No item transporte onde foram inovados alguns pro­cedimentos, ficou muito cla­ro que faltou organização e controle nas programações. Ocorreram problemas de todo tipo: programação em duplicidade e até triplicida­de, não programação, ex­cesso no tempo de viagem e distância da residência, ex­cesso de lotação, troca cons­tante de motoristas e com certeza cada trabalhador da Parada teve um ou mais pro­blemas de transporte.

Alimentação foi boa no almoço e janta, porém nos lanches ficou a desejar, prin­cipalmente no tão falado “quase café colonial” (não teve verba para comprar um achocolatado ou iogurte para acompanhar o sanduiche).

Na logística de tanca­gem/esferas é evidente a necessidade de se investir em novos equipamentos. Chega um momento em que começa a faltar espaço e a pressão aumenta para partir especificar as áreas.

Um dos principais atores numa parada/partida de área é o gás inerte-GI, usado na parada para descontaminar os equipamentos e na parti­da para retirar o oxigênio dos equipamentos. Ocorreram sérios problemas de forneci­mento por parte da White Martins, prejudicando os pro­cedimentos operacionais.

Por último e não menos importante, a Braskem, com todo seu discurso de Ética, Transparência, Mudança, Compliance, etc.., rasgou no­vamente o Acordo Coletivo em sua Cláusula 19ª relativo ao pagamento de Horas Ex­tras. No caso trabalhadores do regime administrativo que atuaram na Parada e não receberam, independente da função ou cargo.




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