PLR BRASKEM 2017

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Semana passada a Braskem formalizou que a PLR de 2017 será paga até dia 28/2. E que nestes dias que restam de fevereiro, será informado pelas chefias aos trabalhadores os respectivos valores a serem pagos a título de PLR. Os valores, segundo a empresa, estão diretamente vinculados ao atingimento das metas do Plano de Ação (PA) e da combinação com a meta Econômica através do EBTIDA, resultado este informada à Comissão de PLR e aos demais trabalhadores por email da empresa.

PAGAMENTO

Há alguns anos os sindicalistas do SINDIPOLO na Comissão de PLR vinham solicitando a antecipação do pagamento da PLR que era feita no final do mês de abril do ano seguinte, pois an­tes da Braskem tomar conta da Copesul, Ipiranga e Petroquímica Triunfo, estas pagavam a PLR entre o final de janeiro e início de fevereiro, geralmente antes do feriado de carnaval. Ano passado ela antecipou para março e agora, realizará o pagamento ainda em fevereiro.

Os trabalhadores que foram desligados (demitidos/aposenta­dos) durante o ano de 2017, recebem suas PLRs em maio. Iremos tratar com a empresa a possibilidade de antecipação destes paga­mentos para, no mínimo, o mês de março.

AVANÇOS

As regras de pagamento da PLR aos trabalhadores na Braskem estão disciplinadas através de um Acordo de PLR que tem vigência anual e deve ter negociação com a Comissão de PLR, constituída por 12 trabalhadores eleitos, 12 indicados pela empresa e um in­dicado pelo SINDIPOLO. Estes membros da Comissão, principal­mente os escolhidos pelos trabalhadores, têm o compromisso de informar e dialogar sobre o tema com seus representados, além de defender as propostas destes na negociação do Acordo de PLR. A vida destes eleitos, nem sempre é fácil, pois os mesmos não têm estabilidade para esta representação.

Algumas alterações do Acordo já foram levadas à direção da Braskem, através da Comissão e alguns poucos avanços foram ob­tidos, como as grávidas e lactantes não serem penalizadas por seu afastamento materno; os acidentados e doentes não terem suas PLR reduzidas; e, agora, o retorno da data de pagamento da PLR para fevereiro.

O que tornará a PLR mais justa, passa por uma proposta já apresentada em anos anteriores pelos trabalhadores, inclusive em 2017, mas que a Braskem vem se recusando a aceitar. Trata-se da incidência da Parcela Operacional (PA) da PLR sobre a Parcela Econômica (EBITDA). Esta fórmula aplicada pela Braskem é injusta (veja quadro abaixo), pois para termos EBITDA, temos que reali­zar as metas propostas no PA de cada um. Então, a soma dos PAs é o verdadeiro construtor do Indicador Econômico, não podendo o mesmo servir como um REDUTOR do mesmo. Pois, a prática da avaliação do PA leva sempre, se não a todos os trabalhadores, pelo menos 99,99% destes, a não obterem 100% no seu PA, sen­do assim este resultado aplicado sobre o valor realizado no Bloco Econômico, há dupla penalidade no valor final da PLR a receber.

Propomos à empresa que o Resultado da Parcela Econômica da PLR dependa tão somente dela. Ou seja, como exemplo os re­sultados de 2017, se foram obtidos 125% do EBIDTA (25% acima da Meta), este resultado não seja multiplicado pelo percentual obtido no PA. Pois este, só o reduzirá! nunca irá elevá-lo!!Veja a proposta no quadro abaixo

PARCELA ATRIBUÍDA

Continuamos criticando as práticas de compensação e pe­nalizações que a Parcela Atribuída do PA gera ao conjunto dos trabalhadores. Os 20%, que são inatingíveis, acaba sendo uma maneira de o “chefe do chefe” colocar valor no “queridinho da vez”, muitas vezes gerando situações de conflito e constrangi­mento entre “lider e liderado”.

Já foi explicitado na Comissão e nos EM DIA anteriores que trataram o tema, que a Braskem determina um valor total de PLR (R$) para entorno de OITO mil trabalhadores conforme o tamanho da folha de pagamento, somado aos benefícios, gas­tos de alimentação, transporte e demais custos da nossa mão de obra, e assim, através da Parcela Atribuída e outras regras impostas, que queremos melhorar, pratica medidas “compen­satórias” de controle para não pagar algo relacionado direta­mente ao Lucro obtido pela empresa no ano e sim um valor padronizado de mercado.

Como não trazer aos mais recentes empregados na Braskem que no Polo tínhamos PLR mais coerente com os resultados da empresas que pagavam entre 5 e 7 remunerações a títu­lo de PLR? Hoje, com mais plantas petroquímicas instaladas, com mais produção de produtos e com menos trabalhadores diretos, os valores de Participação no Lucro diminuíram! Pura redução da remuneração anual! Pura concentração de renda!

REUNIÕES DA COMISSÃO EM 2018

A Comissão de PLR em 2018 continua a mesma de 2017, pois o Mandato da Comissão é de DOIS anos. Não confundir com a validade do Acordo da PLR, que é anual. Esta Comissão precisa das contribuições e debates de todos sobre esta e ou­tras proposta de melhorias, que venham a surgir do interesse coletivo dos trabalhadores, e assim possamos ter uma PLR menos complicada e sem manobras injustas de redução de valores.

Ainda não foi marcada a data para próxima reunião da Comissão de PLR, onde devem ser analisados os resultados de 2017 e dr início ao debate sobre o Acordo e Metas da PLR 2018. Não fique por fora, participe!




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