MAIS UMA VÍTIMA DO BENZENO NO SISTEMA PETROBRÁS

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No dia 18 de setembro, o petrolei­ro Marcelo do Couto Santos, de 49 anos de idade, faleceu em virtude da exposi­ção ocupacional a hidrocarbonetos e ao Benzeno. Marcelo trabalhava há 30 anos na Petrobrás, como técnico de operação no terminal de Pilões da Transpetro de Cubatão. No atestado de óbito, foi re­gistrado que Marcelo sofreu uma pa­rada cardiorrespiratória e insuficiência hepática, cirrose hepática, devido à in­toxicação crônica do derivado Benzeno.

Em 2016, Marcelo passou a sofrer diversos distúrbios na saúde que o afas­taram do trabalho. Preocupado com sua saúde, o trabalhador procurou por conta própria ajuda. Encontrou na Santa Casa de Santos um médico que já na primei­ra consulta identificou imediatamente como causa de seus problemas a expo­sição ao Benzeno.

Pelos exames periódicos, a gerên­cia do terminal de Pilões já sabia há anos das alterações no sangue causadas pelo benzeno. Porém, nenhuma medida foi tomada para afastá-lo da exposição. Os gestores permitem, há anos, que os tra­balhadores do terminal manipulem pe­tróleo, que tem Benzeno na sua com­posição, além de armazenar gasolina e, até recentemente, nafta petroquímica. Com essa negação, a empresa deixa de aplicar o Programa de Prevenção da Expo­sição Ocupacional ao Benzeno (PPEOB), e implementar medidas fundamentais de segurança nas instalações, como alterações tecnológicas e maior controle de emissões do benzeno; implementação do Grupo de Trabalhadores do Benzeno (GTB), que am­plia o debate, propõe ações e leva informa­ções sobre o benzenismo para os demais trabalhadores; e implantação do Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional (PCMSO), que estabelece um maior contro­le e acompanhamento à saúde do trabalha­dor exposto a agentes cancerígenos.
ATIVIDADE ALERTOU PARA OS PERIGOS DA

EXPOSIÇÃO AO BENZENO

No dia 5 de outubro, DIA NACIO­NAL DE LUTA CONTRA A EXPOSIÇÃO AO BENZENO, o SINDIPOLO em con­junto com o Sindiconstrupolo mais uma vez realizou atividade no Polo, alertando os trabalhadores quando ao risco da exposição ao produto. Tam­bém chamou a atenção para o fato de que, com a Reforma Trabalhista, são precarizadas ainda mais as condições de saúde e segurança, o que poderá agravar ainda mais as questões envol­vendo o benzeno.

Agora a morte de mais um traba­lhador em função do Benzeno reforça o quanto ainda temos que avançar na prevenção em relação a exposição a este cancerígeno.

 




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