ASSÉDIO MORAL – EMPRESAS DO POLO CONTINUAM PRATICANDO

PUBLICADO:

A saúde dos trabalhadores petroquímicos continua sendo atacada pelas práticas do As­sédio Moral, permitidas pelas gestões das empresas e com a complacência de algumas lideranças, inclusive do RH.

O Sindipolo por vezes já procurou as empresas do Polo, ou as que para estas prestam serviço, no intuito de por fim a esta forma de pressão. A prática é utiliza­da por algumas chefias a fim de cumprirem suas metas a qualquer custo, mesmo que isso leve a um dano irrepa­rável a pessoa assediada. Há casos de afastamento para tratamento, e este mal pode levar ainda ao suicí­dio.

Frente a isso, temos recebido denúncias de ocorrência de chefes que humilham seus subordi­nados de forma sistemá­tica, sendo individual­mente e/ou coletiva, a fim de obter maior produtividade, pressionando através da “te­oria do medo”. Este proble­ma do mundo do trabalho NÃO é uma questão simples de chefe com empregado, mas uma questão da gestão da empresa.

Reportagem do site Rede Brasil Atual, destaca que “a truculência das chefias é ape­nas uma espécie de condutor dessa prática, cada vez mais denunciada no mundo do tra­balho. O fator gerador é, an­tes de tudo, a forma como o trabalho é organizado e como são traçados os objetivos a serem alcançados por sua ex­celência, a empresa”.

Para estudiosos do Assé­dio Moral, o modelo de orga­nização administrativa ado­tada pela empresa dificulta que a prática seja vista como uma causa organizacional e institucional. A questão a ser tratada de imediato pela ges­tão da empresa é evoluir sua visão de que o problema não é o indivíduo ou uma simples ação individualizada entre o agressor/assediador e a víti­ma. Se permanecer assim a vi­são da empresa, irá dificultar o combate a está prática danosa a saúde do trabalhador.

Um ambiente de traba­lho que pressiona mais, não só por questão de salário baixo mas pela sobrecarga do trabalho e por pressão in­tensa por produção, é o que favorece que a característica assediadora se sobressaia.

Para especialistas, os problemas de assédio moral e de saúde mental são vivi­dos não por conta da fragi­lidade das pessoas, mas por causa das transformações dos últimos 30 anos nas or­ganizações e na sociedade.

A falta de justiça orga­nizacional no ambiente de trabalho, de respeito, reco­nhecimento, confiança e co­operação, assim como a coe­são do grupo e a sobrecarga de trabalho, são as principais variáveis para que aconteça o assédio moral.

Os trabalhadores petro­químicos devem continuar denunciando aos sindicatos e SRTE para podermos resol­ver de forma permanente e definitiva esta mazela

 




DESENVOLVIMENTO BY
KOD